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quarta-feira, 9 de julho de 2014

UNIDADE: UM RELACIONAMENTO ETERNO

 
 

 
Uma pessoa pode ter um pecado grande ou pequeno na sua vida e estar certa de que é o bastante para afastá-la de Deus. 
Diariamente somos tentados a acreditar em uma separação de Deus. 
 
Uma pessoa pode ter um pecado grande ou pequeno na sua vida e estar certa de que é o bastante para afastá-la de Deus. 
 
Uma outra sente que cometeu um erro de um certo tipo, alguma ação ou omissão que vai afastá-la. 
 
Uma outra pessoa ainda torna-se vítima de uma grave enfermidade e pensa que isso é um sinal do afastamento de Deus. 
 
Outra pessoa também atravessa um período de carência ou limitação e aceita isso como evidência de que está isolada e separada de Deus, e, nessa aceitação reside a continuidade de sua dificuldade. 
 
A identidade com o Pai é um relacionamento eterno.
 
Tudo que você pode manter é a sensação de afastamento de Deus, nunca um afastamento de Deus. 
 
A sensação de afastamento de Deus pode ser superada pelo conhecimento da Verdade.
 
Eu nunca estou afastado de Deus. Todos os pecados que eu já cometi ou que possa cometer nunca me afastarão do amor de Deus. Nem toda necessidade ou limitação me convencerão de que eu me separei do Pai ou de que estamos à parte um do outro. E nem todas as enfermidades, até mesmo a morte, me farão acreditar que Deus se afastou de mim. Apesar do fato de que neste momento eu estou mantendo uma sensação de afastamento de Deus. Deus existe e habito em Sua existência.
 
Rompa essa sensação de afastamento não tentando fazer uma demonstração no espaço ou no tempo, mas recolhendo-se para aquele santuário interior, tornando-se muito calmo e começando novamente com tudo que você aprendeu, para se reassegurar da natureza permanente de seu ser e verdadeira identidade.   

                                         Joel S. Goldsmith
                             Tradução: Dárcio Dezolt







 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
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terça-feira, 8 de julho de 2014

CONTEMPLANDO A NOVA JERUSALEM

 



“As primeiras coisas passaram” adiante e “todas as coisas se tornaram novas…
e embora eu fosse cego, agora eu vejo”,
e não “através de um espelho em enigma”,
mas “face a face”.
 
Sim, mesmo em meu corpo de carne, eu vi Deus.
 
As montanhas se afastaram, e já não há horizonte pois a luz do céu torna claras todas as coisas.
 
Por longo tempo te procurei, oh Jerusalém, mas só agora meus pés de peregrino tocaram o chão do paraíso.
 
Não há mais lugares desertos.
 
Diante de mim estão terras férteis, como jamais eu sonhei.
 
Oh! Na verdade “lá nunca haverá noite”.
 
Sua glória brilha como o sol do meio-dia, e lá não precisa de luz, pois o próprio Deus é a luz.
Sento para descansar.
 
À sombra das árvores eu descanso, e encontro a minha paz em Ti.
 
Na Tua graça está a paz, ó Senhor!
 
Eu andava exausto pelo mundo —
em Ti encontrei o repouso.
 
Eu estava perdido na densa floresta das palavras; na letra da verdade havia cansaço e medo, e só no Teu Espírito há sombra, água e repouso.
 
Quão longe estive vagando do Teu Espírito, ó Terno e Real, quão longe, quão longe!
 
Como estive profundamente perdido no emaranhado de palavras, palavras, palavras!
 
Mas agora voltei, e em Teu Espírito encontrarei minha vida, minha paz, meu vigor.
 
Teu Espírito é o pão da vida, e encontrando-o, nunca mais terei fome.
 
Teu Espírito é uma nascente de água, e dela bebendo, nunca mais terei sede.

Como um viajor cansado procurei por Ti,

e agora meu cansaço se foi.
 
Teu Espírito montou uma tenda para mim, e em sua fresca sombra me deixo ficar; a paz enche minha Alma.
 
Tua presença me encheu de paz.
 
Teu amor colocou diante de mim um banquete de Espírito.

Sim, Teu Espírito é meu repouso, um oásis no deserto das palavras da verdade.
 
Em Ti quero me refugiar do ruído do mundo dos argumentos; em Tua consciência encontrar sossego da língua maligna dos homens.
 
Eles repartem a Tua vestimenta, ó Senhor da Paz, eles se engalfinham por Tua Palavra — sim, até que se tornem apenas palavras, e não mais a Palavra.
 
Como mendigo busquei o novo céu e a nova terra, e Tu me fizestes herdeiro de tudo.
 
Como poderia eu estar diante de Ti,
senão em silêncio?
 
Como poderia eu Te honrar,
senão na meditação do meu coração?
 
Graças e elogios não Te aprazem, mas recebes um coração compreensivo.
 
Quero ficar em silêncio diante de Ti.
 
Minha Alma, meu Espírito e meu silêncio serão a Tua morada.
 
Teu Espírito preenche minha meditação,
me edifica e me preserva por inteiro.
 
Ó Tu, Terno e Verdadeiro, meu lar está em Ti.


JOEL S. GOLDSMITH




domingo, 6 de julho de 2014

A EXPERIENCIA DE DEUS - 2 (Final)


 
 
- II -
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O objetivo inteiro de nossa presença neste plano de vida é alcançar a conscientização de Deus, chamada “a volta ao Pai”.

Quando isso acontece e nossa unidade com Ele se efetiva conscientemente, todos os estados negativos, todas as crenças equivocadas, são desmascaradas e diluídas, porque não têm realidade própria e nem pertencem à nossa natureza real.

Deus passa a ser a vida de nosso Ser; o sustentáculo, o suprimento, a orientação, a inteligência, o valor moral, o amor todo-serviçal, a natureza pacífica e harmoniosa!

Chegamos à compreensão total do que seja Deus aparecendo como eu ou como você.

Tendo-O em nós, vemos, sentimos e pensamos através d’Ele, passando a ver o Divino em cada irmão e a amá-lo com a nós mesmos.

Só Ele, que é amor, pode permitir-nos transcender o “amor próprio bem humano”, para alcançar uma visão real de nossa natureza essencial e da de nosso semelhante!
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Uma vez tocado por aquele Algo, você terá a interna segurança de que Ele está sempre em você e que nunca o deixará e nem o abandonará.

Ainda que você chegue a passar horas, dias ou mesmo semanas inteiras em que dirá: "sinto-me totalmente isolado de Deus” - depois se certificará de que Ele jamais Se manteve afastado de você, mas você é que se rodeou momentaneamente da nuvem de negativismo que não Lhe permitia vê-Lo.

Depois das primeiras experiências ser-lhe-á mais fácil conscientizá-Lo e libertar-se rapidamente dos estados negativos, irreais.
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Isto nos leva a compreender melhor a nossa relação com Deus, do Qual somos imagens e semelhanças como Consciência.

Na medida em que sabemos ser Consciência e nos sentimos como tal, damos uma grande passo para a sintonia com Ele.

Pense: Você é o corpo?
Não.
Você tem consciência de seu corpo mas não se localiza em nenhuma parte dele.

Apenas sente que ele é seu mas que você não é ele, você é mais:
é Consciência que está no corpo e além dele, percebendo seus sentimentos, seus pensamentos, e também as coisas de fora:
seu lar, as pessoas. 

E se for além, perceberá que você pode conceber a Terra, a Lua, as estrelas, porque você as abrange como Consciência e tudo está dentro de você.

Por isso é que você é inconfinável e está além do corpo e das coisas.

Em Deus, a Consciência que é você, é infinita; e através d’Ela você é um com Deus, descobrindo que a Consciência é uma só:
Deus Onipresente.
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F I M

Joel S. Goldsmith
Tradução de Darcio Dezolt   

sábado, 5 de julho de 2014

A EXPERIÊNCIA DE DEUS -1





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Os nomes ou as palavras não são as coisas: são meios para designarmos nossas ideias das coisas.

Deus, como palavra, é algo abstrato, mas como experiência interna é realidade viva.

Os homens brigam por causa de palavras diferentes que querem dizer a mesma coisa, mas os realizados se identificam e se abraçam pela vivência da mesma realidade, concebida de formas muito diferentes.
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Jesus considerava Deus como Pai e introduziu esta designação no Ocidente. Dizia ele: “O Pai que está em mim”; “meu Pai trabalha até agora”; “quem vê a mim vê ao Pai que me enviou”; “não crês que estou no Pai e o Pai está em mim?”; Eu e o Pai somos um”.

Quando nos referimos a Deus como Pai, naturalmente pensamos num forte poder em que podemos confiar, numa vigorosa Presença que nos ampara e mantém, ou num poder disciplinador - não no sentido de um Pai humano, pois seria absurdo atribuir-Lhe as falhas e natureza masculina de um homem terreno. Mas na Índia, embora às vezes O chamem de Pai, a designação mais comum é a de Mãe, que acabou sendo introduzida na Europa e aplicada por muitos europeus.

Com o tempo acabaram empregando o conceito de Pai-Mãe, numa amálgama Ocidente-Oriente. Os Quakers introduziram na América do Norte essa denominação de Deus Pai-Mãe e a Ciência Cristã a adotou.

Desse modo, os atributos maternos de suave presença, de desvelado amor, de influência protetora, se uniram às qualidades masculinas anteriormente citadas, formando uma nuvem amorosa e forte em torno de nossos ombros, e de luz em volta de nossos pés.

Todavia, a natureza divina deve ser concebida como uma vivência que dispensa qualquer nome.

Se você lhe der um nome, este não é Deus. Isto só o entendem aqueles que já o contataram internamente. Estes podem chamá-lo de Amigo, como fazia Abraão no Velho Testamento.

Se Jesus chamou Deus de Pai, mesmo estando em perfeita união com Ele, é por questão de ensino. Pois ele mesmo, em fusão completa com a Presença divina preferia dizer:
“Eu Sou”; “Eu Sou o caminho, a verdade e a vida”; “Eu Sou a videira”; “Eu Sou a porta”, etc..

Deus, quando Se manifestou a Moisés, falou a mesma coisa, em unicidade: “Eu Sou o que Sou”: inominado.

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O propósito ou objetivo de O Caminho Infinito não é o de fazer-nos capazes de atribuir um nome a Deus, mas de termos a experiência de Sua Presença, até ao ponto em que Ele seja tudo em nós, embora revelado por nossa maneira individual.


A mais elevada prece, a mais alta meditação, é a que elimina inteiramente todas as opiniões preconcebidas, crenças, etc., e, abrindo-nos em receptividade, leva-nos a dizer:
“Pai, revela-te!”
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Havendo sentido e compreendido que Deus não é Pai e nem Mãe, nem Lei ou Princípio ou Vida, mas é Tudo ou o Todo, lançamos fora os conceitos e, ao chamá-Lo Pai, vir-nos-á um “sentimento” e uma “consciência” do Todo que Ele é, que o intelecto não pode captar, mas o coração pode sentir com mais amplitude e fidelidade.

Meu conceito de Deus é de uma Presença indescritível. Conheço-O através de um “sentimento”; sinto-Lhe a Presença em todo o meu ser - em meu tórax, na ponta dos pés, em meus braços.

A circunstância externa não influi; ainda que eu esteja rodeado de desarmonias, mantenho-me consciente de Sua Presença como Luz a circundar-me, a abençoar-me, e a inspirar-me, fazendo de mim uma bênção, para diluir estados negativos e restituir a divina ordem.


Ampliamos este assunto acerca da natureza de Deus, não para que você possa ganhar um maior conhecimento da verdade, mas para que procure uma elevação de consciência e possa realizar a aspiração de Jó:
“Ainda em minha carne verei a Deus”.

Sabemos que Jó, no final de seu livro, conversou com Deus. Isto virá a acontecer a todo aquele que persistir fiel e perseverantemente no caminho espiritual, num gradual erguimento de consciência, até ao ponto em que Deus lhe seja uma realidade viva.
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Depois disso, se alguém lhe perguntar:
“Quem ou que é Deus:” -  ele simplesmente sorrirá, porque não haverá mais nada a dizer ou fazer.
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Se alguém me fizesse a mesma pergunta, não saberia o que dizer.
Uma vez que sentimos Deus, já não sabemos defini-lo.
Parece uma incoerência, mas não existem palavras para descrevê-Lo e nem modos para ilustrá-Lo.

Se uma pessoa nos perguntasse acerca do gosto de uma fruta que jamais experimentou, a mais simples e cabal explicação seria a de lhe dar um pedaço para experimentar
(...) Mas com Deus (...) melhor é apontar o íntimo e mandá-lo experimentar.

Só quando atingimos aquele estado interno em que podemos sintonizá-Lo e pedir-Lhe: “Pai revela-Te”, e Lhe sentimos a Presença, é que podemos ter a compreensão espiritual a Seu respeito, porque “o que é espiritual se discerne espiritualmente”.
 
                                                                 Joel S. Goldsmith
                                                            Tradução de Darcio Dezolt   
 

sexta-feira, 4 de julho de 2014

O TODO EM VOCÊ ...


 
 
 
 
Quando você acorda pela manhã, nem se dá conta de que é o Todo da existência despertando para mais um dia..


Quando se alimenta, e saboreia as delícias da mesa, nem se dá conta de que é o Todo saboreando prazeres gustativos, "palatáveis", e nutrindo, cuidando de seu corpo mais denso..


Quando você sorri, brinca, se diverte, nem se dá conta de que é o Todo vivendo a expressão da expansão, da graça de desfrutar o momento, de ver a brincadeira da existência, de si mesmo, e com isso trocar sentimentos de amizade, de leveza com um outro você..
 
 
Quando você trabalha, e cria e constrói coisas novas, nem se dá conta de que é o Todo realizando, criando, "bolando" coisas novas, através de suas mãos, de sua inteligência, e com isso trazendo ao mundo material, novas formas, novos modos, nova dinâmica para que o Todo em todos possa desfrutar mais uma vez...

Quando você se olhar no espelho, e ver o brilho dos seus olhos, perceba que é a face do Todo. As emoções que surgem, o amor, a saudade, os pensamentos que surgem, as falas que surgem, os sentimentos que surgem, surgem justamente do Todo, e para ele retornam simplesmente.

A existência, o Todo, Deus é o grande Todo, é a Totalidade da Existência.
 
Quando acreditamos que somos nós que agimos, que fazemos, que realizamos, isoladamente, separadamente, e de que, nada que fazemos tem a ver com o todo, aí é que está a grande ilusão, a grande "nuvem" da ignorância, da qual nos falam os orientais.

Não tem como ser assim. Já que toda energia, toda a vida que vive em nós, e através de nós, não vem de nós...ela passa por nós.. Já existia antes de nós chegarmos aqui, e continuará depois que partirmos, porque?
Simplesmente porque Deus, Existência o Todo é eterno, e a existência, a realidade é Ele...

Deus se dá na Existência. Não é algo separado, como um artista que cria uma obra, não, Ele é a própria obra...não existe separação...

Quando nos vem a ideia de erro, de errado, de pecado, de "coisa terrível", isso não passa de um julgamento, em cima do fato, em cima daquilo que É. Só isso.

A existência é Total, por isso ela fatalmente inclui os paradoxos, os opostos...não tem como ser diferente. Quem já viu uma moeda de um lado só?... Não existe...uma moeda tem necessariamente, que ter dois lados..

E a existência é assim...é Total, simplesmente Total...
Por isso, aceitar aquilo que É, e viver com o coração aberto, acolhendo o momento e tudo que há, mesmo que não compreendamos os fatos, significa que estamos sintonizados com a existência, significa que estamos vivendo, "surfando", e desfrutando o momento presente do jeito que ele vier... simplesmente porque o que acontece é sempre o melhor, porque? Porque aconteceu, não tem como mudar isso...

Ou se aceita o presente e desfruta do que ele nos traz, e tiramos dele o máximo que pudermos, em termos de lições, aprendizados e consciência, e isso é viver em plenitude, ou se briga com o instante presente, critica-se, e se revolta com aquilo que é, dizendo "não" para a existência, e com isso viver-se um inferno...podemos escolher...está tudo aí...afinal a existência é Total não é?

O Todo sempre É.
Lembre-se disso sempre. A cada momento, amplie seu olhar e saiba que também essa ampliação do olhar é o olhar do Todo que se amplia através de você..
 
Gratidão e carinho à Lilian Amorim

quinta-feira, 3 de julho de 2014

RESSURREIÇÃO: O OBJETIVO DO CAMINHO ESPIRITUAL

 
 


 
Assim é o caminho espiritual.
Seu objetivo é a ressurreição e ascensão. Ressurreição de um túmulo para caminhar sobre a terra será pouco ou quase nada.
 
Você, que colocou os pés no caminho espiritual, contemple a ressurreição:
reconheça o Cristo alojado atrás dos olhos de cada indivíduo, vivendo no coração de cada indivíduo, constituindo a alma de cada indivíduo.
 
Olhe através da aparência física de homem ou de mulher, diretamente ao “EU” que reside atrás dos olhos de cada um, olhando para você.
 
Olhe além de suas alegações de pecado, solidão, falta, limitação, cor e religião, diretamente à PRESENÇA do ser divino, e, ao fazer isto, estará tendo a real experiência de testemunhar a ressurreição.
 
Ao praticar a contemplação através das aparências, dirigindo a visão à Presença divina invisível, você terá a mesma oportunidade apresentada por Jesus a seus seguidores há dois mil anos. Para aqueles de vocês que
“têm olhos para ver e ouvidos para ouvir”, “destruireis este templo e em três dias eu o reerguerei”. 
 
 Jesus deu a seus seguidores a oportunidade de vê-lo, e o Cristo, hoje, lhe dá a mesma oportunidade de testemunhar a ressurreição.
 
 
Joel S. Goldsmith
tradução: Dárcio Dezolt
 
 
 

terça-feira, 1 de julho de 2014

O DIVINO EM TODAS AS COISAS




"O divino está em todas as coisas.
Nascimento, morte, relacionamentos, vazio, preenchimento, existência, não existência... tudo vem da graça do divino e a ele retorna."
Com esta linda frase de Satyaprem, queria começar hoje esta reflexão.


É muito comum, encontrarmos pessoas se queixando, reclamando, e sempre cobrindo a realidade com um olhar negativo.

Parece que nada está bom o suficiente ou ninguém é bom o suficiente para aquela pessoa. Por mais que se faça, sempre o olhar negativo chega na frente, e para ela aquela paisagem já está classificada de: Negativa.

Pois bem, a negatividade não está REALMENTE na realidade, na existência.
A existência não é nem positiva, nem negativa, ela simplesmente É ela mesma.

As coisas vêm e vão, acontecem e pronto.
Tudo que percebemos a nossa volta, e também subjetivamente, como nossos pensamentos, emoções, nossos corpos, nossa história, enfim...tudo isso é neutro em si mesmo. Nem positivo, Nem negativo.
Se saímos do julgamento da mente mesmo que por um segundo, perceberemos tudo dessa maneira, neutra, simplesmente acontecendo, sem causa, nem efeito...apenas um oceano de cenas, falas, gestos, lembranças, pensamentos, movimentos, repouso, idéias, ações...enfim...a realidade acontecendo a você e você também se percebendo como realidade.

Podemos ficar a vida toda julgando, classificando, analisando, o que é bom o que não é, o que foi bom, o que não foi, o que deveria ter sido, aonde deveríamos ter ido, ou feito, ou não feito, ou falado, ou sido assim ou assado, etc...podemos ficar nesse dilema sem fim, eternamente, e digo mais, não chegamos a lugar nenhum... pois um julgamento leva a outro e a outro e assim sucessivamente, não termina nunca...é interminável...

O estado mental é assim.
Percebe a realidade já com o julgamento, a analise e a crítica embutidos. Ou seja, não percebe REALMENTE a realidade, estão de fato é percebendo seus próprios pensamentos, seus próprios julgamentos. Estão vivendo seus "filmes" mentais particulares.
E mais, estes "filmes" são baseados em passado, ( experiências passadas, referências passadas, aprendizados passados), ou sonhos futuros, ou as chamadas expectativas.

É assim que vivem a maioria das pessoas. Lá no passado, ou Lá no futuro, mas raramente Aqui no presente.
No presente apenas, sem analise, sem julgamento, apenas sendo e observando o aqui-agora, e desfrutando aquilo que ele nos trás, simplesmente.

Esse olhar negativo, ou mesmo positivo, ainda é mente "nublando" a realidade.

É isso que os mestres dizem, que nós muitas vezes passamos pela vida, e não fomos capazes de ver a vida simplesmente, com olhos puros.
Olhos puros, são olhos que simplesmente acolhem a realidade que vier, como vier, e usufruem dela com amor.

O amor verdadeiro, acolhe, diz sim ao que vem, ao que acontece, age também de forma simples, direta, sem fantasias, e não acumula memórias, ou passado. Deixa passar...já foi !

Viver o momento é ser livre.
Captar o que a existência nos trás, tendo consciência de que sempre o que acontece é o MELHOR, pois é o real.
É o Divino, é a Graça se manifestando, muito além do meu ou do seu entendimento.
Tudo vem do Divino, e para ele volta, simplesmente assim.
E isso basta.
gratidão e carinho a Lilian Amorim