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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Não Se Iluda Com Belas Aparências!

 



É comum alguém se ver livre de alguma aparência desagradável, empregando os princípios espirituais, e, depois, em vez de mais ainda se dedicar à IDENTIFICAÇÃO COM O CRISTO QUE É, simplesmente se mostrar acomodado à “aparência resolvida”, como se a meta real fosse aquela! Assim, em vez de aproveitar espiritualmente as boas condições, apenas fica “estagnado” ou preso a elas.
Allen White disse o seguinte: Enquanto aparentarmos estar dando muita importância a alguma “evidência” no falacioso “mundo de aparências”, não estaremos percorrendo todo o caminho em nossa percepção consciente. É este próprio falacioso grude ao aparente cenário humano que aparenta cegar-nos à própria Evidência absoluta que já É, exatamente aqui e agora. Detecte sempre o nocivo senso de separação e dualismo, quando alguma manifestação de completa harmonia, sucesso, saúde, abundância, parecer se mostrar “atrasada” em sua experiência.

Muitas pessoas não perceberam ainda a total importância deste ensinamento, achando ser ele um “expediente” para obter os “bens acrescentados”. Desse modo, se leem o que disse acima Allen White, pensarão que ele está dizendo para verificarmos se “algo se mostre faltante”, para corrermos a cortar a crença dualista e buscarmos Deus, para vermos a suposta “carência” ser suprida. Não é este o sentido ! 

Não é o “mundo de aparências” o foco! 

O FOCO É DEUS, MANIFESTO COMO O EU QUE SOMOS”! Desse modo, o que ele nos alerta, é para não nos envolvermos com o “mundo de aparências”, de modo a deixarmos a Verdade em segundo plano. Se o “mundo de aparências” estiver se mostrando com carências, significa que A UNIDADE PERFEITA, QUE SOMOS AGORA EM DEUS, DEIXOU DE SER RECONHECIDA! ESTE É O PONTO!

Jesus disse: “Buscai, em primeiro lugar, o Reino de Deus e a sua justiça, e todas as demais coisas vos serão acrescentadas” (Mt. 6: 33). A frase é tão conhecida, que nem precisaria ser relembrada! No entanto, como foi dito, é comum alguém se ver em boa situação nas “aparências”, e relaxar em sua dedicação à Verdade! E não percebe que “se prende à ILUSÃO”!

Quanto melhor se mostrar a VOCÊ este “mundo de aparências”, MAIS SE DEDIQUE ÀS CONTEMPLAÇÕES E PRÁTICA DOS PRINCÍPIOS ABSOLUTOS! 

Permaneça conscientemente UM COM DEUS, sem trocar jamais esta PERCEPÇÃO por quaisquer APARÊNCIAS “deste mundo”!



quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

“Eis-me Aqui!”

 



“Fui buscado dos que não perguntavam por mim; fui achado daqueles que me não buscavam; a um povo que se não chamava do meu nome eu disse: Eis-me aqui.”


Isaías 65, 1


Há passagens da Bíblia em que a Verdade Absoluta, chamada por Paulo de “manjar sólido”, é apresentada sem rodeios. Deus é Onipresente! Não Se revela a homens! 

“Fui buscado dos que não perguntavam por mim”, ou seja, quando entramos em prece, conscientes de estarmos, não perguntando por Deus, mas conscientes da Unidade “Pai e Filho”, percebemos que o próprio Deus é a nossa identidade atual e única! 

“Fui achado daqueles que me não buscavam”, ou seja, a dualidade “mente que busca” e “mente que encontra” se desfaz numa consciente percepção de que a Luz sempre é realmente Onipresente!

Nesta citação, vemos a palavra “MIM” colocada de modo impessoal, isto é, referindo-se ao Deus impessoal, universal e infinito, e não somente a Jesus. 

Imaginemos uma Espiral infinita, chamada “Mim”, contendo tudo e todos que formam este Universo. Na Espiral, Una, a Perfeição está realizada, em Essência e como Expressão. Cada ponto dela é a Espiral, e, por outro lado, a Espiral é formada de todos os seus pontos. 

Desse modo, qualquer ponto que, conscientemente, estiver sendo reconhecido como “formador da Espiral”, poderá ser chamado de “Mim”. Nesse caso, “Mim” é a Espiral global e é também “cada ponto”. 

Cristo disse: “Ninguém vem ao Pai senão por MIM”, isto é, pela inclusão consciente de sua identidade nesta Espiral da Unidade. Em outras palavras, estava dizendo que cada “ser individual” é ramo de uma Videira única!

“… a um povo que se não chamava do meu nome eu disse: Eis-me aqui”. Esta é a chave da Iluminação espiritual: quando radicalmente deixamos de nos identificar com a natureza humana, com algum “Adão expulso do paraíso”, com alguém que “não se chama do Nome de Deus”, a ilusão de existência humana se dissipa e dizemos, de nós mesmos. “EIS-ME AQUI”. É quando há a descoberta de que DEUS É O CRISTO SENDO VOCÊ!

O “Nome de Deus” passa a ser entendido como o nosso Nome, enquanto “aquele que buscava” desaparece, como névoa dissipada, e “somos achados” onde sempre estivemos: na Realidade divina glorificada, na Unidade, na Verdade.

Esta citação nos serve de inspiração para as “preces absolutas”; de olhos cerrados, entendemos que não iremos “perguntar por Deus”, não iremos “buscar a Deus”, mas, pela nossa identificação com o Seu Nome, diretamente iremos perceber que, assim como disse Cristo Jesus, “Eu e o Pai somos UM”. 

O Nome de Deus também já é o Nosso Nome, dizendo: ”EU SOU VOCÊ; EIS-ME AQUI!”

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Só Deus É Existência Real!

 






Pelas ilusórias lentes da mente humana, pessoas são vistas com supostas opiniões próprias sobre o Universo e sobre si mesmas. Algumas creem em Deus, outras acreditam que Deus é invenção humana, enfim, cada uma vive defendendo seus pontos de vista pessoais. Quando acontece com alguma delas de “enxergar outra Realidade”, espiritual, AQUI MESMO, todas as suas ideias e opiniões vão por água abaixo, pois, não consegue negar o que viu com seus próprios olhos.
Esta “visão da Realidade” é tão destoante e superior às “imagens” supostamente “vistas” anteriormente, que fica impossível descrevê-la; tentá-lo seria pura perda de tempo. Além disso, os supostos ouvintes, tão acostumados a ver o que a mente humana lhes mostra, são mais propensos a acreditar que a pessoa sonhou, teve uma alucinação, ou dá sinais de insanidade!

João disse em sua Primeira Epístola: “O que vimos com os nossos olhos, o que temos contemplado, e as nossas mãos tocaram da Palavra da Vida … isso vos anunciamos, para que também tenhais comunhão conosco; e a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho Jesus Cristo” (I João, 1: 1-3).

O que é encontrado nas mais variadas Escrituras Sagradas, é o contraste entre o que é “visto” em revelações divinas e o que é mostrado pela suposta “mente humana”. Que são as chamadas “revelações”? São o que é percebido “acima do alcance” desta iludível e iludida mente humana, ou seja, algo não percebido jamais por ela, e sim pela Mente de Cristo que todos temos.

Assim como as nuvens mostram brechas, em dia nublado, para que o Sol radiante possa ser percebido momentaneamente, as “nuvens de crenças”, de maneira análoga, abrem brechas em que a Realidade iluminada é percebida. Por isso é que o ensinamento absoluto parte sempre desta Realidade, e da Mente que a pode perceber. Com isso descarta as FALSAS IMAGENS com que a mente humana ilude a humanidade, e descarta esta própria mente como ILUSÓRIA, para que SOMENTE DEUS seja entendido e aceito como EXISTÊNCIA REAL, e para que este FATO, que é PERMANENTE, possa permanecer como EVIDENCIADO, AQUI E AGORA, sem que sejamos atraídos pelas MIRAGENS vazias e insubstanciais sugeridas insistentemente pela ILUSÃO!

Quem estiver desejoso de sair das MENTIRAS para a VERDADE, deverá respeitar à risca os princípios absolutos, desacreditando de “matéria”, de suposta “mente que vê matéria”, plenamente convicto e aberto à Verdade Absoluta de que SÓ DEUS É EXISTÊNCIA REAL. Esta premissa o levará a “CONTEMPLAR A SI MESMO” COMO SENDO DEUS E, OBVIAMENTE, DOTADO DA MENTE DE DEUS!

ESTA VERDADE É FATO E NÃO META! DEUS NÃO TEM METAS! SUAS OBRAS ESTÃO TODAS CONSUMADAS! 

QUEM PARTE DISSO, EM SUAS CONTEMPLAÇÕES, ESTARÁ CONSCIENTE DE SER UM COM ELAS!

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terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

A Fé Que O Faz “Ganhar A Cristo”!

 



“Para ganhar a Cristo, não tenha o homem a própria justiça, 
mas a justiça que vem de Deus, pela fé.”
Filipenses, 3:8, 9.


O aparente “atraso” na percepção de que Deus é igualmente a identidade individual de todos nós se deve à dificuldade que a humanidade demonstra em acreditar em algo iluminado e perfeito, presente acima do que a mente humana consegue lhe mostrar. 

Quando é aceito que o Cristo é a natureza divina de todo ser, e não somente de Jesus, mesmo assim, há restrições aos montes quanto à admissão radical desta revelação libertadora.

O Evangelho revela que não estamos nesta “miragem” chamada “mundo material”. Esta crença falsa é a “própria justiça do homem”, acima citada em Filipenses. 

Todos querem a felicidade, a paz, enfim, todas as bem-aventuranças; porém, “para ganhar a Cristo”, Paulo explica que teremos de abandonar todo conceito humano de justiça para adotarmos “a justiça que vem de Deus, pela fé”.

Que é “ganhar a Cristo?” Substituir a justiça dos homens pela de Deus! Os homens veem matéria e seres nascidos; Deus vê Sua própria totalidade, onipresença, unicidade, eternidade! 

A “fé” é a convicção das coisas não vistas. Deus está sendo a totalidade de nosso ser, aqui e agora! Não diz a Bíblia: “Mas Cristo é tudo em todos?” (Col. 3:11). Esta Verdade, apesar de não ser vista pela “justiça dos homens”, é a Verdade plena em vigor, referente a todos nós. 

Para adotarmos a “justiça de Deus” e ganharmos a Cristo, nenhum passo humano precisa ser dado, a não ser o de pararmos de nos identificar com algo ou alguém deste mundo. 

A noção de humanidade deve ser banida por completo! De que modo? A princípio, pela “fé”, pela “certeza do não visto”, pela admissão incondicional da Verdade Absoluta de que DEUS, ESPÍRITO, É TUDO!

“Ganhamos a Cristo” no exato instante em que descartamos todas as crenças materiais que nos envolvem, trocando-as pelas 

Revelações libertadoras e verdadeiras sobre o nosso ser. Que é o Cristo? A expressão individual da totalidade das qualidades de Deus. Não existe Deus e algo mais! Deus é TUDO! Eis por que, descartados todos os conceitos, “CRISTO É TUDO EM TODOS”!

Segundo a “justiça dos homens”, o Cristo é nosso alvo a ser atingido! Inúmeros caminhos ilusórios nos foram mostrados pela mente carnal, para que “atingíssemos” este alvo! Não iremos, aqui, enumerá-los! Interessa-nos o Caminho certo! O da “justiça de Deus”, o Caminho da Fé e da Revelação! Que nos diz este Caminho? Que Deus é TUDO! Que o Cristo já é agora a totalidade de nosso ser individual! Que a suposta “parte humana” é crença falsa a ser despida! Sem esforços e sem divagações intelectuais! Pela Graça!

Feche os olhos para o mundo e sua justiça; aceite, com “coração de criança”, que o Cristo é a totalidade de seu ser; sinta Deus sendo VOCÊ! 

Desse modo, entenderá por experiência o Caminho da Graça e da Glória! E saberá que, para você, o viver pleno é sempre este: O AGORA!
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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Perceba “Deus e Você” Como Unidade Estabelecida!

 





Como a ILUSÃO conduz as pessoas à errônea conclusão de estarem apartadas de Deus, lendo os artigos sobre a Verdade Absoluta, de que devemos “perceber” nossa unidade com Deus, muitas entendem que “devem se unir a Deus”, durante as “contemplações absolutas”. 

“Perceber” não é “criar unidade”; antes, é criar o “silêncio” capaz de permitir-lhes PERCEBER o grandioso fato já consumado: Deus e Filho são UM.

Quando Jesus teve a clara e total percepção de que DEUS E FILHO SÃO UM, orou para que esta mesma “percepção” se desse em todos os demais, igualando-os a ele: “Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os aborreceu, porque não são do mundo, assim como eu não sou do mundo. Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal. Não são do mundo, como eu do mundo não sou” (João, 17:14: 16).

“Dar-nos a Palavra de Deus” significa dar-nos a revelação de que “DEUS E HOMEM SÃO UM”, e jamais “DOIS”. 

Não há FILHO DE DEUS UNO COM O PAI E, TAMBÉM, OUTRO FILHO NA TERRA, SEPARADO DELE! ESTA É A ILUSÃO! A CRENÇA EM “MENTE CARNAL”, A CRENÇA EM “MUNDO MATERIAL”!

Acreditando em “existência terrena”, a humanidade se divide, criticando os que aparentam piorar o mundo, e enaltecendo os que aparentam melhorá-lo. Assim atua a CRENÇA NO BEM E NO MAL, desviando a maioria da PERCEPÇÃO de “não ser do mundo”.

Para “perceber” sua UNIDADE COM DEUS, você terá de captar corretamente a Palavra de Deus revelada por todos os chamados “mestres da humanidade”. 

A Palavra é o foco, e nunca os mensageiros! De que adiantaria alguém adorar Krishna, Buda ou Jesus, permanecendo na CRENÇA FALSA de que é “separado de Deus”? Isto não teria sentido algum! A ILUSÃO NÃO TERIA SIDO DETECTADA COMO “NADA”! Mas é o que a ILUSÃO é: NADA! O que significa que VOCÊ E DEUS SEMPRE FORAM, SÃO E SERÃO UM! VOCÊ JAMAIS FEZ PARTE DO CHAMADO “MUNDO”, QUE É “PERCEPÇÃO ILUSÓRIA” DA MENTE CARNAL!

Com a “Palavra de Deus” conhecida, VOCÊ se admitirá em Deus, no Reino de Deus, um com Deus, exatamente agora! NADA NEM NINGUÉM PODERIA “TIRÁ-LO DO MUNDO”! JAMAIS ESTEVE NELE!

ESTA É A PALAVRA REVELADA, E QUE PAULO BEM CONSEGUIU SINTETIZAR DA SEGUINTE MANEIRA: “EM DEUS VIVEMOS, NOS MOVEMOS E TEMOS O NOSSO SER” (Atos, 17: 28). A VOCÊ, CABE TÃO SOMENTE “PERCEBER” QUE ELA É AGORA VÁLIDA PARA O CRISTO QUE VOCÊ É!


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domingo, 15 de fevereiro de 2026

Não Existe Tempo No “Eu Sou” -2

 





                          – 2 –
Todo o bem do passado é evidência tangível da presença do “Eu Sou” junto ao homem. Todo o mal foi uma falsa crença, ou mentira, e nunca, em momento algum, a Verdade de Deus ou de seu reflexo, o homem. O bem é eterno. É uma qualidade espiritual e por isso indestrutível. 

Um verso de um hino do Hinário da Ciência Cristã diz: “Pois todo o bem que já passou,/Presente está no meu viver”.

Não precisamos nunca ter medo do futuro. O medo sempre se conjuga no futuro imperfeito, ou condicional. 

Mas se há só o agora de nossa coexistência com Deus, não existe “se” ou “quando” para ser abordado com medo. 

O homem, presentemente e sempre, está refletindo a Mente divina, Deus. Pense na liberdade que isso representa! Acaso a mente mortal, o pensamento com base na matéria, diz-nos que nossa situação talvez piore amanhã? Ou que nosso rendimento diminuirá ou nossos relacionamentos se desfarão no futuro? Não se impressione. Fique no agora, com Deus. Reconheça o abundante, amoroso cuidado de Deus, que neste instante e sempre se expressa. 

Nunca vai haver mais presença de Deus do que já está disponível neste momento, pois Ele enche todo o espaço eternamente, e é onipotente.

Ao ganhar domínio sobre a crença de sermos manipulados pelo tempo, também nos libertamos da pressa. Tenho disso um exemplo significativo, ocorrido há alguns anos. Uma de minhas filhas e eu planejáramos assistir juntas a uma conferência da Ciência Cristã. No emprego, ela demorou-se para além do normal e por isso chegou atrasada em casa. O relógio dizia que tínhamos menos de vinte minutos para percorrer uma distância que levava pelo menos trinta e cinco minutos, em condições favoráveis.

Depois de aproximadamente um quilômetro e meio a cruzar entre as faixas menos congestionadas da pista, minha filha disse: “Oh Mãe, por que é que não diminuis a velocidade e deixa que Deus nos leve lá a tempo?” A repreensão era necessária e foi aceita. Diminui a velocidade até ao limite permitido. Sabia que ela estivera orando (provavelmente por sua própria segurança!) e passei a orar também, com fervor. Declarei mentalmente que Deus não conhece o tempo ou qualquer tipo de limitação. Reconheci que era certo participar duma atividade inspirada como o é uma conferência da Ciência Cristã, e afirmei que toda faceta desse acontecimento era governada pela lei divina, inclusive chegar na hora pontual e em segurança. Perdi a noção do tempo e fiquei aliviada da ansiedade. A viagem foi serena e harmoniosa. Quando nos sentamos no auditório, um grande relógio de parede indicava faltarem cinco minutos para a conferência começar. O tempo não parara, mas havia, nessa ocasião, sido ultrapassado.
Essa experiência, embora relativamente pequena, indica o poder de Deus demonstrado por Jesus, quando caminhou sobre as águas revoltas pela tempestade de encontro ao barco onde seguiam seus discípulos e “eles de bom grado, o receberam, e logo o barco chegou ao seu destino”. Ele compreendeu que o ser verdadeiro é inteiramente espiritual, governado apenas por Deus, liberto das assim chamadas leis do tempo e do espaço.

O tempo não é uma força real, dominadora e tirânica. Reconheçamos o que ele é: um sistema para medir a atividade humana, que será finalmente substituído por nossa compreensão e demonstração do poder e presença do “Eu Sou” e do ser espiritual que independe de tempo.
(Transcrito de O Arauto da Ciência Cristã – Março 1996)

sábado, 14 de fevereiro de 2026

Não Existe Tempo No “Eu Sou” -1

 


– 1 –


Em resposta à pergunta: “Que é Vida?”, a Sra. Eddy escreve em Ciência e Saúde: “Vida é o princípio divino, Mente, Alma, Espírito. A Vida não tem começo nem fim. O que exprime a ideia de Vida é a eternidade, não o tempo, e o tempo não faz parte da eternidade. Um cessa na proporção em que o outro é reconhecido. O tempo é finito: a eternidade é para sempre infinita”.

No Glossário do mesmo livro, tempo é definido, em seu sentido metafísico, como “medidas mortais; limites dentro dos quais estão reunidos todos os atos, pensamentos, crenças, opiniões e conhecimentos humanos; a matéria; o erro, aquilo que começa antes e continua depois daquilo que se denomina morte, até que o mortal desapareça e a perfeição espiritual apareça”.

Será que isso significa que temos de morrer, antes de podermos ultrapassar os limites impostos pelo conceito chamado tempo? Não, porque nosso verdadeiro ser já é, agora, o reflexo perfeito da Vida divina, eterno, intocado pelo tempo, e não temos de esperar para começar a comprovar isso.

O mundo material, isto é, a visão do mundo através dos sentidos físicos, declara que nossas atividades são governadas e ditadas pelo tempo. Mas essa não é a realidade da vida, que é eterna, existindo em Deus e proveniente de Deus. 

O pensamento baseado na matéria declara que o homem nasce em determinado momento da história humana, amadurece e eventualmente envelhece, tudo por causa dessa coisa invisível chamada tempo. Qual seria o poder que se encontra em meras revoluções dos planetas em suas órbitas, capaz de arruinar o ser do homem? É um erro fatal a teoria de que o homem viva em segmentos chamados horas, dias, semanas e anos e que esses segmentos acumulados possam causar declínio e morte.

Na Ciência Cristã, aprendemos que, de acordo com a Bíblia, Deus criou o homem à Sua imagem. As Escrituras também declaram que Deus é Espírito. Segue-se então que o homem, por ser a imagem de Deus, tem de ser espiritual, imortal, e não está sujeito ao tempo.

Isso não é mera teoria, mas Verdade demonstrável. No entanto, não podemos demonstrar esse fato, se temos uma compreensão incorreta de Deus ou se consideramos o homem uma criatura composta por uns tantos centímetros cúbicos de substâncias químicas. A natureza de Deus é apreendida não por meios físicos, mas através do sentido espiritual, essa santa voz intuitiva na consciência individual.

Parte da definição de Deus, em Ciência e Saúde, é: “O grande Eu Sou”. Essa é exatamente a definição que Deus dá de si próprio a Moisés. Eu Sou, no indicativo presente. Significa uma presença constante. Não existe nenhum indício de passado ou futuro. Eu Sou não se contém numa moldura temporal. Apenas é. Ninguém pode imaginar Deus como “começando” em certo ponto nem tampouco “acabando”. Por isso o homem, como reflexo de Deus, ou semelhança, é tão eterno quanto Deus. Essa é nossa natureza verdadeira. Jesus explicou a eternidade, a ausência de tempo em sua identidade espiritual, o Cristo, quando disse aos judeus: “Antes que Abraão existisse, eu sou”.

Como é que isso tudo se aplica ao nosso dia a dia? No seguinte: abandonar os padrões antiquados de pensamento sobre o tempo e procurar compreender o ser onipresente de Deus e Sua expressão incessante, o homem, diminui o medo à mortalidade. Acabamos por compreender que o homem não pode morrer porque Deus, seu Criador e constante mantenedor, não pode morrer. Aquilo que parece deteriorar-se ou morrer, é a falsa percepção do homem, apresentada pelos sentidos materiais que, por sua própria natureza, apenas podem descrever aquilo que é material, mortal e temporal. Mas Deus, o Espírito, não conhece, não cria nem reside na matéria. E como semelhança de Deus, o homem não é material, mas espiritual. A matéria não é uma coisa, é a contrafação da verdadeira substância do Espírito.

A compreensão de Deus como “Eu Sou” não destrói apenas o medo de morrer, mas ajuda-nos a curar um passado infeliz ou o receio do futuro. 

O passado é tão somente um conceito mortal, definido pelo que albergamos a respeito na consciência, neste exato momento. 

Aquilo que de fato se desenrola agora, ou em qualquer altura, é Deus, o “Eu Sou”, expressando-Se em harmonia perpétua. 

Nada existe fora do infinito Deus e Sua infinita ideia, o homem, que seja capaz de causar uma interrupção do bem. Existe apenas a perfeição espiritual neste momento, e neste momento, e neste momento…

Continua..>