Apesar de a Bíblia afirmar que “Deus não faz acepção de pessoas”, ela fala também em “escolhidos”, dando a entender que há contradição.
Ocorre, porém, que as colocações dependem do referencial de existência adotado, ou seja, se ela está falando do “Referencial da Verdade” ou se está falando do “referencial do mundo”.
Na Realidade divina não há como Deus “fazer acepção de pessoas”, uma vez que SOMENTE EXISTE DEUS!
Toda a Existência, com todos os seres vivos, vive harmoniosa e perfeitamente com a própria Vida de Deus! Em vista disso, Deus não poderia “fazer acepção de pessoas”, não poderia “ser juiz de pessoas” nem “ter preferência” por pessoas.
Quem faz “julgamentos”, quem tem “escolhidos”, quem “faz acepção de pessoas” é a suposta “mente carnal”, por mostrar “quadros hipnóticos” sem substância e sem realidade, sugerindo a existência do bem e do mal, de pessoas boas e pessoas más, pessoas santas e pessoas pecadoras, enfim, sugerindo uma ILUSÃO!
Quem se identifica com estes inconstantes “quadros ilusórios” não pode estar identificado com a Realidade imutável mantida por Deus, onde somos Suas Emanações perfeitas ou “o que era desde o princípio”. Por isso, o ensinamento absoluto enfatiza o que Jesus enfatizava: “Permanecei em Mim!”.
Esta “permanência” em Deus como uma de Suas “obras permanentes” impede que alguém se deixe arrastar pelas “sugestões hipnóticas” deste ilusório “mundo de aparências”.
Assim, em vez de nos avaliarmos como boas ou más pessoas, fazemos o “julgamento justo” sobre nós mesmos, que é o reconhecimento de que “nossa Vida é Deus”. Dessa forma, assim como Deus avalia a Si mesmo, nós nos avaliamos. O que Deus é, é o que nós somos! Por isso Jesus disse que “o Pai a ninguém julga, mas deu ao Filho o julgamento”.
Esta Autoavaliação Absoluta é a extinção de uma praga chamada “pecado”. Por quê? Porque “pecado” é uma palavra “do mundo”, uma palavra “da ilusão”, sem sentido algum na Existência real, constituída integralmente por Deus. Esta “crença em pecado”, que é coletiva, veio sendo passada maciçamente à humanidade pela cegueira de pregadores que unicamente sabiam empregar a “mente carnal” e seus falsos “julgamentos pelas aparências”.
Isaías já revelava que Deus não tem lembrança de pecados de ninguém!
Se o mundo religioso cresse nisso, passaria esta Verdade à humanidade, em vez de taxá-la de pecadora e fazê-la buscar seguidamente “o perdão de Deus”.
Infelizmente, a humanidade não recebeu a Verdade contida nas Escrituras, e, sugestionada por esta verdadeira praga, esta crença em pecados e pecadores, acabou se convencendo de que a “mentira” é verdadeira, e que a Verdade é apenas para supostos “escolhidos de Deus”.
Em João 17: 23, encontramos: “Eu neles, tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo conheça que tu me enviaste a mim e que tens amado a eles como me tens amado a mim”.
Jesus foi “escolhido por Deus”? Visto pelos olhos da CRENÇA, foi! E para os OLHOS DE DEUS? NÃO FOI! Por isso orou para que O MUNDO CONHEÇA que Deus tem amado a TODOS como vinha amando a ele!
Aquele que se desvencilha da CRENÇA EM PECADO, por se discernir na UNIDADE PERFEITA, será AQUELE que cumpre em SI MESMO a Verdade revelada, isto é, será DEUS cumprindo em SI MESMO a VERDADE QUE DEUS É!
*GRATIDÃO ETERNA AO MEU AMIGO DÁRCIO
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