Muitas vezes um linguajar dualista empregado para despertar a humanidade para o Universo Perfeito, aqui e agora presente, acaba por fazer efeito contrário, ou seja, em vez de libertar o homem, mais o faz acreditar ser vítima de crenças falsas. Exemplo disso é acreditar que “cada um tomar a sua cruz e negar-se a si mesmo” significa “amargar”, de modo resignado, todas as supostas “dificuldades da vida”. Se assim fosse, Jesus não teria dito: “Eu vim para que todos tenham vida, e vida com abundância”!
Conhecer a Verdade é saber que a Verdade é TUDO, pois DEUS É TUDO. Assim, neste conhecimento, está implícito este reconhecimento absoluto da totalidade e unicidade de Deus. Aquele que segue o ensinamento absoluto, por honrar e reconhecer a Deus como TUDO, não pode deixar de honrá-lo em SI MESMO, por se entender UM COM ELE.
Jesus sabia que unicamente DEUS é Existência real; desse modo, pregava a filiação divina como fato consumado referente a todos os Filhos de Deus, sem exceção. Viveu desafiando as crenças em pecados e pecadores, afirmando: “São-te perdoados os teus pecados”. O mundo, convencido de tais crenças, acreditava realmente que “pecados eram perdoados”; entretanto, o que Jesus fazia, era tão somente enxergar a TOTALIDADE DE DEUS em cada ser aparentemente vítima destas crenças falsas! Que são “crenças falsas”? A aceitação coletiva de algo irreal como se fosse real, assim como se dá numa experiência de hipnotismo!
Se o hipnotizador, em dia de calor, disser ao hipnotizado que o frio é intenso, ele passará a “tremer de frio” mesmo estando sob forte calor. A mesma coisa ocorre com a humanidade: vivendo no Paraíso, acredita estar em “mundo terreno”, em que males “hipnóticos” como pecados, doenças e mortes estão continuamente perseguindo a humanidade e fazendo-a sofrer.
Para haver a “crença em libertação”, Jesus fazia “sinais”, os chamados “milagres”, com o objetivo de levar os “cativos das crenças” a perceber que DEUS EXISTE, E QUE, EM CONTATO COM SEU PODER, OS MALES SÃO DESTRUÍDOS.
O ensinamento absoluto não explica a Presença de Deus mostrando “sinais”. Por quê? Porque apresenta DEUS SENDO TUDO E A MENTE DE DEUS SENDO A DE TODOS! Desse modo, os “sinais” deixam de ser “provas da Onipotência de Deus” por estar sendo revelado que CADA UM DE NÓS É O PRÓPRIO PODER DE DEUS!
ESTANDO REVELADO QUE DEUS É TUDO, E QUE ESTA TOTALIDADE INCLUI O HOMEM, A ONIPOTÊNCIA ONIPRESENTE É ENTENDIDA COMO REPRESENTADA POR CADA UM DE NÓS, POR NÃO MAIS ACEITARMOS O “MUNDO DO PAI DA MENTIRA” E POR ESTARMOS FOCADOS NO PARAÍSO, NO ONIPRESENTE UNIVERSO DE LUZ!
“O Reino de Deus está presente no mundo inteiro, mas os homens não o enxergam”, declarou Jesus (Evangelho de Tomé). Estava revelando que “somos deuses” e não “homens”, para que o Paraíso fosse visto AQUI E AGORA por todos, exatamente como estava sendo visto por ele.
Aos olhos dos homens, Jesus sacrificou-se humanamente na cruz para revelar a IMORTALIDADE OU VIDA ETERNA de todos. E assim este “sinal” foi dado à humanidade. MAS AOS SEUS OLHOS, O REINO DE DEUS ESTAVA PRESENTE NO MUNDO INTEIRO, NÃO VISTO APENAS POR “HOMENS”, O QUE SIGNIFICA QUE JAMAIS EXISTIRAM CRUZES! NEM PARA JESUS NEM PARA NENHUM DE NÓS!
Entre no silêncio e reconheça unicamente DEUS!
Unicamente o Paraíso! Unicamente DEUS SENDO QUEM VOCÊ É! E A VERDADE, QUE PARECIA “PROFUNDA”, DIFÍCIL DE SER CONHECIDA, “aparecerá” como sendo o SEU “EU”! Como o CRISTO que VOCÊ É! Desse modo, o suposto “mundo do pai da mentira”, com seus pecados, males e cruzes, se mostrará pelo que realmente sempre esteve sendo: puríssimo NADA!
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