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sexta-feira, 14 de outubro de 2022

“NÃO AMEIS O MUNDO NEM AS COISAS DO MUNDO”





” O Amor é Deus, a Substância consciencial em Oniação, a manifestação do Bem absoluto como a Consciência infinita da qual participamos em unidade. 

Quando buscamos o Reino de Deus e discernimos esta unidade perfeita, experienciamos este Amor absoluto, que nada tem a ver com o humano conceito ou entendimento de amor, que a suposta mente humana retém. 

Amor é Luz oniativa sendo! Impessoal, incondicional, isento de interesses, retribuições ou desejos de ser correspondido. 

O Amor divino simplesmente É! Encontramos, em certos ensinamentos “deste mundo”, ideias que associam o “Amor”, que é Deus, com amor pessoal ou com atração sexual, que é “carne”. 

Uma pessoa, estudante do Espiritismo, citou-me uma obra que dizia que “as energias sexuais contribuem para o progresso da alma”. Estas aberrações, que misturam Deus, Espiritualidade, com “instintos carnais”, sempre estiveram presentes “neste mundo”. De onde vêm tais ideias? Da “ilusão”, da crença fraudulenta de que o homem é “carne”, ou, que o homem é “parte Espírito e parte carne”. 

Destas crenças dualistas decorrem as deturpações do estudo da Verdade, onde muitos se enredam em “prazeres do mundo”, vendo neles, em vista destes ensinamentos, algum suposto propósito como, por exemplo, amar humanamente ao próximo ou, como já citei, fazer “progredir a alma”. Que alcançam, perseguindo tais objetivos? Frustrações! Ideias perniciosas de natureza carnal, que incutem na mente a “ilusão” de que somos “seres materiais”, São também propagadas pelos chamados “mestres tântricos”, que em meio a algumas Verdades que pregam, com as quais atraem leitores ou seguidores, infiltram-lhes os “venenos”, exatamente como fazem os fabricantes de raticidas, que oferecem aos camundongos um atraente “produto com queijo” mas que, ao ser ingerido, revela sua toxidez misturada, a presença do veneno! 

“Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não há nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. E o mundo passa, e a sua concupiscência, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece” (I João 2: 17-17). 75 

Já me perguntaram: “Você é a favor ou contra o casamento? Qual a sua visão sobre a vida sexual?” 

Minha resposta sempre foi a seguinte: “Eu sou a favor da busca do Reino de Deus em primeiro lugar”, uma vez que nossa identidade real e única é divina e não humana. 

Quem se dedicar de corpo e alma a esta “busca”, terá, na suposta “vida humana”, todos os bens acrescentados! E estes bens diferem de pessoa para pessoa; se, para algumas, o casamento surgir, eu sou a favor; se, para outras, ele não surgir, eu também sou a favor! Isto porque cada um terá, em sua vida, aquilo que lhe for o melhor, do ponto de vista de Deus, ou seja, não vem de uma opinião minha ou de outros! 

Será algo vindo “acrescentado”, como disse Jesus, sobre aqueles que, em primeiro lugar, buscam o Reino de Deus!. 

Assim como viagens. passeios, recreações, profissões, fazem parte da “vida humana”, surgindo naturalmente por acréscimo na vida de cada um, também com a “vida a dois” ou com “a vida a um”, acontece a mesma coisa. 

Quem colocar algo “do mundo” em primeiro lugar, estará se sujeitando ao mundo e não à Verdade. 

E quem realmente buscar a Verdade, terá, como foi dito, o que, aos olhos da Verdade, será o seu “bem” em termos de vida humana. 

Portanto, a resposta somente cada pessoa saberá dar a si mesma, por depender do que ela realmente busca: o Reino de Deus? Ou realizações humanas? O Amor de Deus? Ou o amor do mundo? 

Somente ela poderá dar a si mesma a resposta! O que eu sempre alerto é quanto ao seguinte: fujam destes supostos “mestres” que associam Espiritualidade com sexualidade!  Mary Baker Eddy disse o seguinte: “As paixões e os apetites têm que terminar em sofrimento. São de “breve tempo” e estão cheios de “inquietação”. Suas supostas alegrias são logros. Seus limites estreitos lhes diminuem os prazeres e cercam de espinhos suas obras”. 

A Bíblia sempre trouxe o alerta: “Quem semeia na carne, colhe corrupção, e quem semeia no Espírito, colhe Vida eterna”. 

O ego é que deve se amoldar à Verdade e nunca a pessoa pretender “forjar” com que a Verdade se amolde aos seus desejos ou caprichos humanos, buscando respaldo em “ensinamentos e doutrinas estranhas”, que reforçam a crença falsa de que somos “menos do que Deus”. 

Dar crédito a tais crenças é fazer do ego um “deusinho” particular, e viver esta mentira não poderá dar certo! 

“A Graça de Deus nos basta!” Portanto, tenha por meta conhecer sua UNIDADE COM DEUS, deixando que, no mundo, tudo lhe venha por “acréscimo”. 

Este processo não é opinião de ninguém: é meramente como o Universo funciona! Permaneça em sua Oniação!






GRATIDÃO AO MEU AMIGO DÁRCIO

quinta-feira, 13 de outubro de 2022

PROTEÇÃO FRENTE ÀS PRETENSÕES DO ERRO ou HIPNOTISMO COLETIVO




Apesar de a Seicho-no-ie enfatizar que cada um tem, em “seu mundo fenomênico”, o reflexo de seu próprio estado mental, pude, depois, verificar que nela havia também uma orientação de proteção de “ondas mentais inferiores”, vindas do mundo. 

Digitei a “mentalização de proteção” numa pequena cartolina para levar comigo, decorar e usar em meu dia a dia: “Sou Filho de Deus! Com a autoridade de Filho de Deus, fecho-me completamente às ondas mentais inferiores, dissonantes de Filho de Deus. Recebo unicamente as elevadas revelações Deus”  

Estes eram os dizeres da mentalização. Como gostei do resultado, digitei uns cartões extras para distribuir entre aqueles que trabalhavam comigo. Mesmo assim, muita gente vinha me pedir, e eu não parava de digitar novos cartões; e, então, vendo que estavam agradando, mandei imprimi-los em maior quantidade, numa gráfica. 

Nas palestras, quando passei a comentar e dar ênfase a este cuidado de “proteção”, houve quem não tivesse gostado. Assim me diziam: “Dárcio, antes você falava só a Verdade de que Deus é Tudo, e agora está mudando, falando em energias negativas!!!??? Prefiro como era antes, quando unicamente Deus era focalizado!”. 

Mas, estas pessoas não estavam entendendo o sentido da “proteção”. Justamente porque “DEUS É TUDO” é que esta “proteção” existe para anular as FALSAS PRETENSOES DO ERRO! 

Se fossem reais, a “proteção” de nada nos serviria” Mas, como são “sugestões hipnóticas”, assim devem ser encaradas e desmanteladas! 

Quando o livro “Ciência e Saúde” foi lançado, Mary Baker Eddy não comentava o assunto “Magnetismo Animal”. De início, também ela acreditava que bastaria cada um aceitar e reconhecer que DEUS É TUDO EM TUDO; entretanto, depois ela também passou a notar que “influências estranhas” estavam complicando a disseminação da Verdade, com o contínuo aparecimento de desavenças entre os estudantes, entre os estudantes e ela própria, etc. A partir disso, ela sentiu a necessidade de encarar o tema de frente, introduzindo, nas edições seguintes de “Ciência e Saúde”, o capítulo “Desmascarado o Magnetismo Animal - hipnotismo coletivo”. Ali, ela escreve o seguinte: “O magnetismo animal não tem fundamento científico, porque Deus governa tudo o que é real, harmonioso e eterno, e Seu poder não é nem animal nem humano. Como a base do magnetismo animal é uma crença, e essa crença é animal, na Ciência Cristã o magnetismo animal, mesmerismo, ou hipnotismo é mera negação, ausência de reconhecimento da Totalidade de Deus que não possui nem inteligência, nem poder, nem realidade, e para os sentidos é um conceito irreal da assim chamada mente mortal. 

Há uma só atração real, a do Espírito. O apontar da agulha magnética para o polo simboliza esse poder que abrange tudo, ou seja, a atração de Deus, a Mente divina”. 

Por tudo isso, o estudo da Verdade Absoluta não pode simplesmente ignorar o que aparentemente nos pode influenciar. Muito pelo contrário, este estudo deve nos dar “todo o poder no céu e na terra”, deixando-nos conscientes e dotados deste pleno domínio.







GRATIDÃO AO MEU AMIGO DÁRCIO

quarta-feira, 12 de outubro de 2022

AS COISAS VISTAS SÃO IRREALIDADES





Aquele que trilha este caminho espiritual sabe que o que a Bíblia diz, “orai e vigiai sem cessar” é a base de sua permanência com firmeza nos princípios revelados. Isto porque, apesar de DEUS SER TUDO, recebe ele do mundo sugestões hipnóticas o tempo todo, e precisará saber lidar com elas e com as pessoas que acreditam serem elas algo verdadeiro, etc. 

“Não atentemos às coisas que se veem, mas nas que não se veem, porque as coisas que se veem são temporais, mas as que não se veem são eternas” (II Cor. 4: 18). 

O que Paulo aqui diz, é que, mesmo lidando com o mundo e com aqueles que nele creem, todas estas imagens são irrealidades, e que, por ótimas ou péssimas que possam parecer, não deverão ser objetos de nossa atenção, que, por esse motivo, deverá permanecer voltado à Verdade subjacente a todas elas. 

Mesmo enquanto parecermos estar lidando com um mundo irreal, o que de fato estará acontecendo será unicamente a Oniação, Deus em atividade todo-abrangente que, em vista disso, é a nossa atividade real, bem como a de todos aqueles com quem entramos em contato. 

Nossa atenção firmada de forma radical na Verdade, e não na ilusão de atividades humanas, garante-nos o desdobrar daquilo que É, na tela mental humana, ou seja, “é feita a Vontade do Pai assim na terra como no céu”. 

Caso você deixe de reconhecer as atividades invisíveis, para dar crédito às que são vistas, acabará por rotulá-las ora de boas, ora de más, e, o que obterá, deste julgamento pelas aparências, será um puro envolvimento com a ILUSÃO, que se constitui desta “crença” no bem e no mal. 

Quando meditamos e, em seguida nos dirigimos às atividades normais do dia a dia, nosso envolvimento com pessoas e situações será inevitável. E não poderemos parar a cada segundo para reconhecer o que é Verdade e o que não é. 

A Bíblia relata diversas situações em que Jesus Cristo se deixou envolver, se enervar, se decepcionar, entristecer, etc. Estes envolvimentos não devem nos preocupar, pois, o que devemos fazer, é logo depois nos ocuparmos com o reconhecimento pleno da Verdade: “Este que se envolveu com o mundo não sou eu; eu e o Pai somos um, e a harmonia permanente é o que, de fato, constitui a Verdade”. 

Tão logo tenhamos tempo e condição para um reconhecimento desta natureza, dediquemo-lo a ele,  pondo fim à ilusão de uma vez por todas. 

Não devemos permanecer como presas fáceis do “hipnotismo de massa”, com pensamentos do tipo: “Mas eu não poderia ter agido daquela forma, eu estudo a Verdade”, etc. Se possível for, corte a “ilusão” de imediato; mas, como disse anteriormente, se de momento não lhe for possível parar com tudo e meditar por alguns segundos, não alimente o que sabe ser ilusório, e, assim que possível for, reconheça Deus como Tudo e a Oniação como sua única atividade real e permanente.






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terça-feira, 11 de outubro de 2022

A CIÊNCIA MENTAL ASSOCIADA AO ESTUDO DO ABSOLUTO




Como estudar a Verdade não é ser eremita, muito pelo contrário, é cada um seguir seu rumo profissional e natural de vida sendo “Luz do mundo” ali, os meios de defesa espiritual, diante da avalanche de crenças falsas com que nos deparamos diariamente precisam ser bem conhecidos! 

Eu não compactuo com ensinamentos absolutos que desprezam os conhecimentos da Ciência Mental e seus benefícios como “armas de luz”, enquanto APARENTEMENTE vivemos entre pessoas que não estão buscando a Verdade e ainda não demonstram interesse maior por ela. 

Os princípios da Verdade absoluta, no meu entender, precisam ser muito bem conhecidos e praticados de modo radical, durante as “Contemplações da Verdade”. 

Nestes momentos, sim, a mente humana estará em condições de ser transcendida e anulada, enquanto a deixamos de lado como “mente ilusória” pelo reconhecimento integral da Mente divina como sendo única em atividade e como a única Mente que temos e que somos. 

Mas não podemos nos esquecer de que não meditamos 24 horas por dia! 

O “Caminho do Meio” é o caminho natural do estudante da Verdade, quando, então, ele divide parte do seu tempo para ser dedicado ao estudo e meditações contemplativas, e outra parte para lidar com o “mundo das aparências”, exercendo nele influências positivas sem que se deixe dominar ou se contaminar pelo erro. 

Li, certa vez, que devemos ser como os raios de sol, que clareiam os pântanos, mas sem neles se sujar! 

A dedicação plena às meditações absolutas, mais a aplicação correta da Ciência Mental como apoio, nos períodos entre elas, serão normas fundamentais para a garantia de nossa paz. 

O Absoluto, evidentemente, já é a Realidade perfeita, onipresente e iluminada! Mas, quem ficaria o tempo todo unicamente em “contemplações”? 

Nem que fôssemos praticistas espirituais! 

Quando tomamos frases bíblicas, ou frases positivas, que endossam nossa vivência em Deus, confirmam a Verdade e negam o erro, mesmo que aparentemente estejamos “no mundo”, estaremos usando a Ciência Mental de forma conveniente, uma vez que estaremos amoldando o subconsciente, ou a “crença coletiva”, na parte que nos toca, à Verdade estudada! 

Por exemplo, se no Absoluto já somos unicamente Deus em expressão, é evidente que nesta condição consciente tipo algum de mentalismo se mostraria necessário; seria, inclusive, impossível de ali ser praticado! 

Não há Deus algum afirmando a Verdade e negando a ilusão! 

Porém, apesar de reconhecermos nossa presença como sendo unicamente Deus, durante as meditações, logo em seguida, por nos dedicarmos às coisas ou afazeres do mundo, estaremos puxando de volta a ilusória “mente humana”, ao agirmos e convivermos normalmente com os demais. 

Há pessoas que acham, em vista disso, que o estudo perde sua eficácia, quando dizem: “De que me adianta meditar o Absoluto para reconhecer que a mente humana é ilusória, se, como você diz, terei de admiti-la novamente ao encerrar a meditação?” 

Mas, é justamente por isso que a Ciência Mental existe, pode e deve ser empregada! 

Se a mente humana é ilusória, quando eu afirmo, com ela, que Deus é TUDO e que o erro é NADA, ou, quando eu afirmo citações bíblicas que confirmem a Verdade absoluta reconhecida nas meditações, ou seja, quando eu emprego os conhecimentos e recursos disponibilizados pela Ciência Mental, o que estarei causando, de fato, é a anulação desta mente que é nada, usando ela própria para isto! 

No Absoluto, vivemos a condição da Perfeição indefinível, que JÁ É! 

O que seria essa “perfeição”, aos olhos da mente humana? Não seria jamais uma posição de neutralidade, mas de uma conceituação positiva, isto é, para a mente humana, a “perfeição que É, é entendida como “bem visível” ou “bem manifestado no mundo”! 

A mente humana não verá uma pessoa sem a rotular de boa ou má, rica ou 63 pobre, saudável ou doente! É da natureza própria desta mente ilusória o “julgar pelas aparências”! E é por isso que devemos afirmar unicamente o “bem” e negar convictamente o “mal”. Não significa, como querem alguns místicos, que estaremos dando “poder” à mente humana! 

A Ciência Mental usa conhecimentos que endossam, aos olhos desta mente, o que é a Verdade que reconhecemos como absoluta! 

Se deixarmos de usar estes conhecimentos, por acreditarmos que estudamos o Absoluto, e não a “mente humana”, ou se menosprezarmos tais ensinamentos como desprezíveis, estaremos nos expondo ao “mundo das aparências” sem deixar direções definidas na mente que nele “aparentamos” possuir! 

Ninguém, nem Jesus Cristo, viveu integralmente o Absoluto “neste mundo”, e nem tampouco isto acontece da noite para o dia! 

O estudo é absoluto, mas seus efeitos, na aparência, se mostram como um processo chamado por Paulo de “morrer diário”. 

Aquele que desprezar a Ciência Mental, enquanto se enquadra neste processo, estará, como já disse, unicamente se expondo gratuitamente aos ditames descontrolados da “crença coletiva”; como “este mundo” é projeção, não da Mente divina, mas da “mente humana”, este estudante poderá ter, em sua suposta vida humana, infindáveis problemas que poderiam perfeitamente ser evitados, caso tivesse associado a Ciência Mental ao seu “estudo do Absoluto”.








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segunda-feira, 10 de outubro de 2022

A PRÁTICA DO PERDÃO



O “despojar-se do velho homem”, que na “Prática do Silêncio” significa contemplarmos unicamente o Cristo, a Verdade que somos, poderá, muitas vezes, nos exigir a “prática do perdão” em suas “setenta vezes sete vezes”, como disse Jesus. Isto quando a “crença coletiva” se mostrar muito “agarrada” a nós, com suas ideias mesméricas de desavenças, tentando nos atrapalhar em nossas próprias contemplações absolutas. 

Perdoar é dar como “não acontecido” o suposto fato causador de qualquer desarmonia ou desavença no “mundo de aparências”. 

Este “perdão” deve ser de total abrangência e, nesta própria abrangência, o “velho homem e seus feitos”, isto é, o suposto ser humano, que se faz passar por nós, deverá estar incluso para ser, também, perdoado! 

O “perdão”, assim visto, age como mais um reforço para que este “eu ilusório” seja anulado! Isto porque enquanto ele, como crença, “viver em nossa lembrança”, como vítima ou causador de supostas “desavenças”, nos deixa aparentemente com a “casa dividida”, isto é, de um lado reconhecendo o Cristo como nossa identidade, e, de outro, retendo, esta “lembrança de conflitos com pessoas”, que só dificulta a identificação com a Paz do Absoluto. 

O “perdão”, portanto, é excelente arma para que desmantelemos estas crenças pegajosas. O “perdão” poderá conter ideias com o seguinte teor central: “Perdoo a todas as pessoas, e perdoo a mim mesmo, por ter-me deixado envolver com crenças em atritos e desavenças pessoais do mundo. Agora minha mente está clara! Vejo a Verdade de que a harmonia infinita reina entre todos os seres. Somos todos um com Deus, sendo, portanto, a harmonia a realidade única, infinita e permanente”. 

Se durante este reconhecimento alguma pessoa lhe surgir espontaneamente na lembrança, faça a meditação especificamente para reconhecer sua unidade com ela; caso não lhe venha ninguém à memória, não rebusque “trevas” para encontrar “luz”; considere que perdoou incondicionalmente a si mesmo, e a todos os demais com quem teve contato, e, sinta-se inteiramente aliviado, praticando o “Silêncio” totalmente imerso na percepção de que DEUS É TUDO, INCLUSIVE VOCÊ. 

Num artigo da Ciência Cristã, William C. Coffman escreve o seguinte: “Quando ficamos tentados a fazer uma realidade do erro cometido por outra pessoa, estamos, sem o saber, alinhando-nos do lado do erro. Alguma crença na realidade do mal, que ainda não foi resolvida em nossa consciência, talvez nos disponha a crer que o erro de outrem é realmente a individualidade dessa outra pessoa. 

Resolve-se um problema humano, isto é, anula-se o erro, mediante o trabalho mental diário que se faz para si mesmo: e, nesse trabalho, acha-se incluído o deslindar em nosso próprio pensamento as tramas do sentido material”. 

Em suma, o principal é o Autotratamento, a nossa percepção plena de que a Onipresença de Deus exclui a possibilidade de existir qualquer outro fato, condição ou pessoa fora da Perfeição Absoluta ou fora da Oniação divina. 

“Em Deus vivemos, nos movemos e temos o nosso ser” – esta Verdade deve permanecer em nós, enquanto n’Ela permanecemos, pois qualquer desvio deste princípio absoluto será pura e unicamente ILUSÃO. 

A força de vontade e o anseio de vivermos bem com todos, apesar de louváveis e sempre serem desejáveis, não nos farão cumprir este objetivo absoluto de modo pleno, pois, sempre restará um senso de que somente “passamos por cima” de algo, o que não é o “perdão” verdadeiro. Mas são passos iniciais e benéficos a serem dados antes das “contemplações”. Será nelas que a “ilusão” de que há “pessoas”, ou de que há “desavenças entre pessoas”, será dissolvida pela ação divina; e, caso você sinta dificuldade para meditar e deixar que isto aconteça, “entregue a cena a Deus”, e fique “testemunhando” a ação divina, pelo  reconhecimento: “O Pai, em MIM, dissolve o “inexistente”, supostamente visto pela mente em ilusão”. Isto não é dualidade, mas um artifício, para que a “ilusão” fique sem qualquer apoio mental e se dissolva pela ação do Cristo, que é a ação do Pai sendo VOCÊ”.








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domingo, 9 de outubro de 2022

“NÃO PODEIS SERVIR A DOIS CORPOS!






“Quando disse Jesus: “Não podeis servir a dois senhores”, sinalizava que o FOCO da PRÁTICA DA VERDADE reside em nossa permanência “EM MIM”, em nossa Essência divina e absoluta, transcendente às “aparências” entendidas como “mundo fenomênico”. 

Poderia ter ele dito também que “não podemos servir a dois corpos, um de natureza divina, eterno e glorioso, e outro, de natureza material e temporal. Isto porque a “sugestão” de que “temos corpo nascido” é o alicerce da CRENÇA COLETIVA de que somos “nascidos da carne”, e de que “somos do mundo” e não que “somos deuses”! 

Jesus não se identificava com “carnais do mundo”, e sempre preservava o seu conhecimento de SER UM COM DEUS. 

“Minha mãe e meus irmãos são aqueles que fazem a Vontade de meu Pai”, dizia ele. E aos que lhe diziam “nem ter cinquenta anos, para ter conhecido Abraão”, sua resposta foi absoluta: “Antes que Abraão, vosso mestre, existisse, EU SOU!” 

As palavras de Jesus eram ditas de modo a serem entendidas como revelações de abrangência universal, isto é, se eram válidas para ele, seriam igualmente válidas para todos nós! 

Por isso, disse que “deste mundo não somos”, após declarar: “O Meu Reino não é deste mundo”! Pregava a Verdade de um “EU SOU” único e absoluto, a quem chamava de Pai de todos nós! 

Por isso, assim disse: “A ninguém da terra chameis de pai, porque UM SÓ é o vosso Pai, O QUAL ESTÁ NOS CÉUS!” 

A humanidade, presa à CRENÇA de que “somos nascidos da carne”, reluta em aceitar e contemplar o FATO de que “não podemos servir a dois corpos”, tal a convicção maciça de que “nascimentos e mortes” sejam realidades. 

A negação do suposto “eu fenomênico”, chamado por Paulo de “homem natural”, um ilusório personagem, é entendida como ser imprescindível, a fim de que o CRISTO seja percebido como nossa real e permanente IDENTIDADE DIVINA! 

Jesus também foi bastante claro: “Se quer vir após mim, NEGUE-SE A SI MESMO, tome a sua cruz, venha e me siga!” E foi passando por essa experiência, que Paulo declarou: “Já não sou mais eu; O CRISTO VIVE EM MIM!” 

O “Encontro consigo mesmo” é a experiência pela qual todo FILHO DE DEUS terá de passar! Unicamente o Verbo divino é a Substância presente e já manifesta como o Ser real que somos! 

O “renascimento”, portanto, e a experiência individual em que, “DESPIDOS DO VELHO HOMEM”, ENCONTRAMOS EM NÓS MESMOS O CRISTO, O FILHO DE DEUS, O SER DOTADO DO CORPO GLORIOSO, QUE JAMAIS NASCE, MUDA OU MORRE! Este, sim, é o Corpo Templo de Deus, nosso Corpo eterno que, “desde o princípio”, é o CORPO ÚNICO que todos temos!







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sábado, 8 de outubro de 2022

RENASCENDO PELA CONTEMPLAÇÃO ABSOLUTA



O mais importante de tudo, neste estudo, é a “Contemplação Absoluta”, razão pela qual devemos realmente achar tempo diário para a “Prática do Silêncio”. 

Nestes momentos contemplativos, precisamos ser radicais ao extremo, partindo da aceitação incondicional de DEUS como única Realidade, única Presença, único Poder e única Evidência! 

O Universo é a Consciência infinita que somos! Apesar de aparentar existir, o suposto “mundo material” não é existência verdadeira. 

Portanto, se alguém se dedicar à Prática do Silêncio”, e discernir unicamente Deus Se manifestando como o seu próprio Ser, aqui e agora, estará no “encontro consigo mesmo”, encontro que poderíamos chamar de “comunhão” , pois, será um reconhecimento absoluto de que “Deus e Homem são um”. 

Toda a Existência está em nossa Consciência, não restando, em termos de realidade, nada para surgir neste suposto “mundo de aparências”; entretanto, como a mente humana não tem aptidão ou capacidade necessária para discernir o que realmente existe, vemos, através dela, um desdobramento contínuo de imagens temporais, todas sendo meras representações ilusórias dos fatos permanentes que estão “dentro de nós”. 

Com a assiduidade das meditações, cada vez mais a Luz da Consciência atua nas crenças coletivas, e mais elas perdem seu aparente domínio sobre nós e mais testemunhamos a Verdade se estendendo ao campo da visibilidade. Saberemos que “nada acontece por acaso”, ou seja, a cada soltura de crenças, decorrente da ação divina na mente, a frequência mental se eleva, e, nesta elevação, outras pessoas, situações e condições são atraídas, uma vez que “semelhantes se atraem”. 

Esta “elevação mental”, como foi dito, é efeito da ação divina na crença coletiva, sem jamais significar que “a pessoa evoluiu”, como pregam certas doutrinas e filosofias! Não existe evolução! Por quê? 

Porque não somos “mente humana”, mas sim Expressões de Deus! Que é o “renascimento”? Jesus explicou claramente a Nicodemos qual é o pré-requisito para “entrar no reino dos céus”: NASCER DE NOVO! 

O apóstolo Paulo disse o seguinte: “Não mintais uns aos outros, pois que já vos despistes do velho homem com os seus feitos. E vos vestistes do novo, que se renova para o conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou; onde não há grego nem judeu, circuncisão nem incircuncisão, bárbaro, cita, servo ou livre, mas CRISTO É TUDO EM TODOS.” (Colossenses; 3: 9-11). 

“Despir-se do velho homem e seus feitos” significa você romper o “cordão umbilical” com o ego! 

DEUS, COMO SER INDIVIDUAL, É O CRISTO, A VIDA QUE VOCÊ JÁ É! 

As meditações de “reconhecimento da Verdade” o farão “renovar a mente” para que o “renascimento” se dê mediante sua consciente e dedicada identificação com o Ser “segundo a imagem daquele que o criou”, isto é, pelo seu “encontro consigo mesmo”, que é sua admissão plena quanto a ser única e integralmente o Cristo. 

Acreditar que a pessoa evolui, é negar a Verdade de que Deus seja nosso Espírito, nossa Mente e nossa Totalidade! 

Quem dá testemunho de “seres em estágios de consciência”? Unicamente a “mente que não é a nossa”, ou seja, a suposta “mente humana”. Dela partem estes “julgamentos pelas aparências”, que rotulam pessoas, fatos e condições como bons e maus! Acreditar em “estágios de consciência” é acreditar nos “julgamentos pelas aparências”; e, quem der crédito a tais julgamentos, estará dando “testemunho da mentira”, e não da Verdade!








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