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sexta-feira, 14 de abril de 2023

“SEDE PRATICANTES, E NÃO OUVINTES APENAS!”

 


Bastará verificarmos na Bíblia como Jesus lidava com as mentiras da “mente carnal”, repreendendo-as com vigor, autoridade e domínio! 


Infelizmente, muitos que pregam a Verdade passaram às pessoas que estas repreensões seriam dispensáveis, pois significariam “darmos poder” à suposta “mente carnal”. Mas Jesus agia rápido, retrucando com a ILUSÂO com veemência! Não perdia tempo em bradar: “Cala-te, Satanás!”, ou, “Afasta-te, Satanás!”

Que eram as repreensões? Seu modo de SEPARAR SUA MENTE CRÍSTICA DA ILUSÃO, QUE TENTAVA-SE PASSAR POE ALGO INCLUSO NELA!

Disse Tiago: ”Sede praticantes da Palavra, e não ouvintes apenas, enganando-vos a vós mesmos”. 

A ILUSÃO não pode ser tratada “com educação”, seja ela qual for! 

A Verdade é presença PERMANENTE como Onipresença! 

Se a ILUSÃO for aceita para SÓ DEPOIS ser desmantelada, parecerá ter sido real existência!

Somente EXISTE Deus! SOMENTE EXISTE A REALIDADE ESPIRITUAL PERFEITA, ONIPRESENTE E PERMANENTE!!! ESTAMOS EM UM UNIVERSO ESPIRITUAL PERFEITO NÃO CAPTADO PELOS SENTIDOS HUMANOS DO EU ILUSÓRIO - EGO 


E praticar a Verdade significa PERMANECERMOS COMO UNIDADE PERFEITA!





GRATIDÃO AO MEU AMIGO DÁRCIO

quinta-feira, 13 de abril de 2023

A MÃO MIRRADA

 .



E, olhando para todos em redor, disse ao homem (que tinha a mão mirrada): 
Estende a tua mão. 
E ele assim o fez, e a mão lhe foi restituída sã como a outra”.


LUCAS 10; 6



Diante da Revelação de que “sem o Verbo, nada do que foi feito se fez”, ficará fácil perceber que o Eu, aqui e agora presente como VOCÊ, é uma Manifestação infinita de Deus! 

A Seicho-No-Ie, por exemplo, revela este fato da seguinte maneira: “o homem é a suprema automanifestação de Deus”. Este SER É VOCÊ!

Ao homem que se limitava com a crença de ser um humano e com a mão mirrada, Jesus disse: “ESTENDE A TUA MÃO”. 

Tendo-lhe obedecido, viu sua mão se mostrar perfeita como estava a outra. 

ONDE estava o homem completo, integralmente perfeito, contemplado por Jesus? Não estava na matéria! Estava na própria Consciência de Jesus! 

Não há dois corpos! Um perfeito, Templo de Deus, de que temos consciência de assim existir, e um segundo, “nascido” nesta parafernália de crenças mutáveis e insubstanciais.

No exato instante em que o suposto homem material se esqueceu da limitação para “obedecer ao Cristo”, a Realidade Se mostrou presente! 

Não houve cura, mas dissipação da névoa ilusória!

Assim entenda você: todos os seres que supostamente existiram, existem, ou existirão, no “mundo das aparências, vivem, aqui e agora, como o VERBO em nossa Consciência infinita! 

Contemple esta Verdade! Faça-o sem levar em conta qualquer outra presença, sem que seja o Verbo assumindo Formas e, todas elas, sendo a SUA CONSCIÊNCIA! 

É este o sentido das palavras de Jesus: "O REINO NÃO VIRÁ VISIVELMENTE; eis que ESTÁ DENTRO DE VÓS”.




GRATIDÃO AO MEU AMIGO DÁRCIO

quarta-feira, 12 de abril de 2023

IMORTALIDADE TRAZIDA À LUZ




 No livro A Unidade do Bem, a Sra. Eddy salienta esse ponto na seguinte declaração: “(…) os moribundos — se é que se pode morrer no Senhor — despertam da ideia da morte para uma consciência da Vida em Cristo, com um conhecimento da Verdade e do Amor superior ao que possuiam anteriormente.” (pág 2: 24-27) 


Recordemos que, referindo-se à morte de Joseph Armstrong, a Sra. Eddy descreveu seu fiel seguidor como gozando de maior sabedoria, saúde e felicidade do que anteriormente, pois o sonho mortal de vida já havia sido atenuado. 

Senti uma enorme inspiração ao ler um artigo de John Randall Dunn sobre o tema da imortalidade, intitulado “The Spring Song of Christian Science” (“O cântico primaveril da Ciência Cristã”). 

No entanto, depois de ter tomado conhecimento do falecimento do seu autor, foi-me particularmente difícil manter esse pensamento inspirado no trabalho metafísico que eu fazia para os meus pacientes. Resolvi então estudar um artigo do Christian Science Journal; mas antes de o ler, tive o seguinte pensamento: “Será que vou encontrar aqui alguma mensagem para mim da parte do Sr. Dunn?” 

Ao abrir então a referida publicação, deparei-me com essa maravilhosa mensagem sobre o tema da imortalidade. Para mim, foi tal como se a tivesse ouvido dos seus próprios lábios! Aquelas palavras reconfortaram-me profundamente e o meu pensamento recebeu uma alegria renovada e um maior impulso: “Certamente, o Cientista Cristão que já não vemos, foi elevado a um melhor e mais feliz sentido da realidade.” 

Ao continuar a ler, pude imediatamente sentir que o Sr. Dunn não queria que eu me sentisse afligida por causa da sua partida: “São muitos os homens e as mulheres acabrunhados pela dor que buscam a Ciência numa tentativa de pôr fim ao intenso egoísmo do desgosto, pois enquanto se acarinha a ideia de perda e de angústia, não pode haver regozijo na liberdade e na harmonia; esse acordar espiritual para além da sua própria visão é inevitável na experiência do Cientista Cristão. Assim, a mensagem pascoal da Ciencia Cristã pede aos que sofrem: "Regozijai-vos, porque o homem vive e ama, e ele ignora a tristeza e a separação.”

Mas será então necessário passar pelo sonho da morte para se ser curado, para se alcançar a compreensão de que a morte não existe, para se crescer espiritualmente e para se demonstrar que não existe idade? Não, de forma alguma. 

A Ciência Cristã ensina de um modo tão claro e infalível sobre a imortalidade do homem que não nós é necessário morrer para podermos demonstrá-la. 

Sabemos neste exato momento quem somos, para que o Cristo, a Verdade, seja glorificado. 

Sabemos quem somos e sabemos também qual é a verdadeira realidade; sabemos, sem sombra de dúvida, que nunca tendo nascido, somos espirituais e perfeitos, não podendo nunca vir a morrer. 

Temos igual consciência da impossibilidade absoluta da. morte, devido à sua completa inexistência. 

Somos agora os filhos e as filhas do Rei, possuindo já um perfeito estado de ser, de pensar e de demonstrar; e não nos é necessário morrer para descobrirmos ou demonstrarmos esse fato. 

Uma das mais poderosas verdades para o estabelecimento da irrealidade da morte é o fato de que Deus, a única Vida divina e eterna, desconhece em absoluto tudo o que com esta se relacione. 

A doutrina ortodoxa antiga defende que Deus tem conhecimento de muitas coisas relacionadas com a morte e muitos dos Cientistas Cristãos não estão suficientemente esclarecidos ou confiantes para refutarem essa doutrina. 

A maioria dos sermões fúnebres antigos continha a seguinte declaração: “Deus a concedeu, Deus a tomou.” Jamais se pronunciou uma tão grande mentira como essa de que Deus leva os Seus filhos pela morte.

Um grande Cientista Cristão, com quem me relacionei bastante, disse-me uma vez: “Quando chegar a hora de eu partir, logo que Deus queira me levar, estarei preparado.” Tal atitude implicaria que Deus tivesse conhecimento de que existe algo chamado morte. Essa crença está de tal forma enraizada no pensamento de algumas pessoas, que as impede de rejeitar a ideia da morte e de aceitar a verdadeira ideia da Vida eterna. 

A crença generalizada diz: “Só podemos tomar duas coisas como certas: a morte e os impostos.” Apenas quando se abandonar essa crença e se começar assim a reconhecer o fato de que Deus desconhece a morte, só a partir desse momento será possível começar a vencer a morte. 

Por ocasião da crucificação de Jesus, os doutores da lei e os fariseus procuraram provar que a crença no mal, e em particular na morte, era real. 

Quando se deu a ressurreição, Jesus certamente reconheceu que Deus, seu Pai-Mãe e Princípio celestial, desconhecia por completo a morte. 

Tomou consciência somente da sua coexistência com esse Princípio divino, negando assim todas as experiências relatadas anteriormente. Não há dúvida que foi essa compreensão que lhe permitiu sair do túmulo e demonstrar assim o seu domínio sobre aquilo que se apelidou de morte.

Nunca é da vontade de Deus que alguém morra. Em Ezequiel lemos: “Porque não tenho prazer na morte de ninguém, diz o Senhor Deus. Portanto convertei-vos e vivei.” (18:32) Além de não desejar a morte, Deus não possui qualquer conhecimento sobre esta. E como o poderia possuir, Ele que é a Vida eterna? Como poderia a luz ter conhecimento das trevas ou o bem do mal?

Frequentemente, ouvimos dizer: “Como se pode afirmar que a morte não existe, se eu já assisti à morte de várias pessoas? De fato, todos vamos ter que morrer alguma vez.” 

Visto que a maior parte das pessoas afirma conhecer bem a morte, pagam depois o preço desse falso conhecimento, cavando a sua própria sepultura. 

Consideremos os fatos espirituais: Enoque andava com Deus. Ele reconhecia a simples verdade de que o seu Criador nada conhecia acerca da morte e vivia a sua união com Deus, sendo por fim, elevado de forma a não passar pela morte; Eliseu sabia que o seu Criador desconhecia a morte e unia o seu pensamento à Mente divina, a qual ignora a morte.

Também ele triunfou, provando que o conhecimento da Vida eterna o libertou da crença na morte; Cristo Jesus sabia que Deus desconhecia a existência da morte. Declarou ele que “todo o que (…) crê em mim, não morrerá, eternamente.” (João 11:26) 

E acrescentou ainda: “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.” (João 17:3) 

Se por algum momento, Jesus tivesse acreditado que o seu Criador conhecia a morte, então ele próprio, por reflexo, a teria conhecido e nunca teria podido demonstrar a ressurreição.

Diante do túmulo de Lázaro, Jesus reconheceu que Deus nunca levara o seu amigo; reconheceu que Deus nunca tomara conhecimento daquilo que os mortais apelidavam a morte de Lázaro, e reconheceu também que o seu Criador celestial, a sua Mente divina, era tão dinâmico na Sua presença, na Sua força e glória que na sua Consciência não poderia existir qualquer conhecimento de morte. 

Foi por essa razão que Jesus ordenou ao povo ali presente que “desatassem” Lázaro e o “deixassem ir”. Afirmou a Marta que ali mesmo não existia absolutamente mais nada do que o reconhecimento da Vida. Como consequência, Lázaro saiu livre do túmulo.

Quando esteve em casa de Jairo, Jesus deteve-se numa ante-camara na presença daqueles que manifestavam ter conhecimento da morte e do seu aparente poder. Aí, o Mestre viu claramente que o eterno Criador não possuía qualquer conhecimento da morte, ou de qualquer espécie de fim. Assim, ele pôde entrar no quarto e ordenar: “Talita cumi”, que significa: “Menina, eu te mando, levanta-te.” (Marcos 6:41) Ele compreendia que não existia nenhuma ideia de morte, nem nenhum de seus efeitos nefastos.

Se Deus nada conhece sobre o tema da morte, então é fácil concluir que Ele desconhece igualmente os vários estados e níveis de consciência. A Vida eterna não pensa no homem passando de um estado ou nível de consciência para outro.






Dorothy Rieke

terça-feira, 11 de abril de 2023

A PASCOA EM NOSSOS CORAÇÕES





Após a noite escura vem o amanhecer dourado e silencioso.

Após o inverno frio, irrompe a primavera, nunca deixando de causar admiração quando as flores esbeltas do croco abrem caminho através da neve congelada, e quando soam miríades de vozes alegres que do verde se levantam.

Depois do fogo na floresta, folhas novas começam a brotar.

Depois das bombas as cidades são reconstruídas.

Depois que o coração sofreu profunda perda, um renovado amor começa.

E após a crucificação, a hora mais negra do mundo, Cristo Jesus, não vencido pelo ódio e pela morte, foi caminhar no jardim da ressurreição.

A Páscoa dá prova consumada e gloriosa da renovação, e sua mensagem ecoa em um milhão de maneiras.

A Ciência Cristã explica que aquilo que humanamente parece ser renovação é apenas um vislumbre da ordem divina –a criação do bem, sempre a se desdobrar, a brilhar através do cenário humano.

A carreira de Jesus mostrou que sua vida era a consciência espiritual do bem interminável de Deus. 

Essa duradoura consciência divina de Jesus se evidenciou na cura de outras pessoas e na indestrutibilidade de sua própria vida. Sua consciência da pura bondade de Deus partilhou assim da eternidade. Ele orou por seus seguidores, dizendo: “A vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.” (João 17:3)

A decisão de procurar Deus de todo o nosso coração torna-se a resposta natural à mensagem da Páscoa, pois vemos em sua promessa de vida eterna o bem subjacente que aguarda nossa rendição completa ao Amor divino. 

E, de fato, compreendemos que não estaríamos procurando Deus se o Seu amor já não nos tivesse alcançado.

Mas, que é que parece se levantar entre nós e a eternidade do bem, o conhecimento de Deus? Que é a noite escura de nossa ignorância?

No mundo, a evidência do bem parece crescer e minguar, desabrochar e nos ludibriar e então desabrochar outra vez.

Por ignorância tomamos pela realidade a charada contínua do mundo em mutação. Olhamos à nossa volta e vemos objetos aprazíveis e a eles nos rendemos e nos afeiçoamos. E à proporção que nos afeiçoamos ao bem material, fugidio, do mundo, adiamos ficar afeiçoados ao bem eterno de Deus.

A palavra grega traduzida na Bíblia como “pecado” também significa “errar o alvo” ou “sair do caminho que conduz à justiça espiritual permanente” 

O caminho que Jesus apontou revela a existência espiritual sem começos e fins, posta no bem eterno de Deus.

Os pecados da vida mortal procuram nos desviar de nossa meta suprema: conhecer a Deus.

Mas, se aquilo que fazemos é puro, contribuindo para uma compreensão espiritual de Deus e para amá-Lo, nisso não há pecado.

Lembremo-nos de que o cristianismo, com sua interpretação científica, inclui grande amor pelos pecadores, ao passo que condena no pecado o beco sem saída que nos despojaria da herança de alegria eterna no amor do Pai.

Quanto mais perto de Deus chegamos, tanto mais longe do pecado ficamos.

“A missão da Ciência Cristã não é unicamente a de curar o enfermo”, escreve a Sra. Eddy, “mas sim a de destruir o pecado no pensamento mortal.”

Logo, existe um caminho que nos leva para fora do pecado e do egoísmo, um caminho para fora do ódio, da falsidade, da indiferença.

A ressurreição de Jesus, de que os homens tomaram conhecimento naquela sagrada manhã de Páscoa, abre diante de nós uma vereda de ofuscante significação. Podemos tomar essa vereda e unir nosso coração a Deus. Cedemos àquilo que Deus requer de nós por toda a eternidade: sermos o reflexo de Seu próprio bem impecável.

A rendição ao que Deus requer eternamente de nós poderá desenvolver-se em nossos corações.

Por vezes, a luz da Páscoa está quase imperceptível, e, de repente, irrompe em revivado esplendor.

Como nos virá inexoravelmente a todos, que aqui quer no além, torna-nos humildes, remove o desespero, e nos enaltece infinitamente mais que o orgulho e, contudo, o faz sem arrogância.

A luz da ressurreição revela o homem envolto no puro amor de Deus. 

E, em parte, a Páscoa significa o magnífico transformar do coração desde o que é terreno para o que é celestial, onde abundam paz e esperança indescritíveis.

Entregar tudo a Deus não significa que nos tornemos eremitas, ou que nos descuidemos da família e dos amigos, ou que abandonemos o que é bom: mas temos de nos apegar à fonte divina do bem em vez de àquilo que é humano.

E essa fonte é muito mais maravilhosa, muito mais cheia de amor, do que qualquer coisa na terra que tenhamos conhecido.

A Páscoa em nossos corações leva-nos para além dos conceitos de que a saúde e o amor e a justiça estão circunscritos humanamente.

Capacita-nos a esperar e sentir a abundância espiritual, e a estarmos bem, não embaraçados pelas crenças mortais em hereditariedade, contágio e idade. 

Capacita-nos a abandonar o beco sem saída do pecado que nega Deus, e a sermos livres.;

A Páscoa faz ecoar em nossos corações a esperança e a felicidade invulneráveis porque Cristo Jesus provou que a vida do homem é indestrutível. Seus símbolos de renovação nos levam a conhecer o próprio Amor infinito.

A Páscoa abençoa nossa vida terrena e faz-nos sentir os ventos da eternidade.

Em Ciência e Saúde a Sra. Eddy diz: “Um momento de consciência divina, ou compreensão espiritual da Vida e do Amor. É um antegozo da eternidade. Essa visão sublime, que se obtém e retém quando a Ciência do ser é compreendida, preencheria com a vida discernida espiritualmente o intervalo da morte, e o homem estaria na plena onisciência de sua imortalidade e harmonia eternas, onde o pecado, a doença e a morte são desconhecidos.”

Essa pode ser a consequência gloriosa da Páscoa em nossos corações.


-WILLIAM SUDDABY


(O Arauto da Ciência Cristã – abril 1983)

segunda-feira, 10 de abril de 2023

PÁSCOA : ATRAVESSANDO O “MAR DE CRENÇAS”





Há séculos que o mundo comemora a Páscoa, inicialmente lembrando a saída dos hebreus do Egito e, posteriormente, a ressurreição de Jesus. Assim, a Páscoa representa a “passagem” dos hebreus pelo Mar Vermelho, o que lhes daria acesso à Terra Prometida. Espiritualmente, qual o significado disso?

Sabemos que a libertação do homem nada tem a ver com sua localização geográfica: esteja o homem à margem direita ou esquerda do Mar Vermelho, o que o separa da liberdade jamais é algo ou alguém que lhe seja “externo”, nem mesmo quando essa aparência se fizer notar sob a forma de algum “faraó egípcio”.

Do ponto de vista espiritual, a passagem pelo Mar Vermelho simboliza a travessia de um “mar de crenças errôneas”.

“EU SUBO PARA MEU PAI E VOSSO PAI, MEU DEUS E VOSSO DEUS.”  (João 20: 17) 

No versículo acima está contido o segredo da Páscoa: Meu Deus e vosso Deus – UM DEUS ÚNICO! 

Conta a Bíblia que, ao se aproximar a Páscoa, Jesus observou a grande multidão faminta e disse a Filipe, experimentando-o: “Onde compraremos pão, para estes comerem?” 

Logo após, Jesus tomou os cinco pães e dois peixes e multiplicou-os para nutrir cerca de cinco mil pessoas. 

No dia seguinte, a multidão, que estava “na outra banda do mar”, entrou em seus barcos e foi em busca de Jesus. 

Ao recebê-los, Jesus disse: “Vós me buscais, não pelos sinais que vistes, mas porque comestes do pão e vos saciastes.” 

E, após ouvi-los dizer que seus pais haviam comido o maná no deserto, disse-lhes Jesus: “Moisés não vos deu o pão do céu; mas meu Pai vos dá o verdadeiro pão do céu.” 

“Vossos pais comeram o maná no deserto, e morreram… Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer deste pão, viverá para sempre.” 

Notamos, nestas passagens, que o mesmo “mar de crenças” separava a multidão de sua libertação. 

Além disso, assim como os judeus seguiam a Moisés, a multidão seguia a Jesus, ambos considerados como sendo pessoas. 

O suprimento parecia lhes vir de fora, na forma de alimento material. 

A TRAVESSIA DO MAR VERMELHO E A RESSURREIÇÃO DE JESUS CONSTITUEM UMA SÓ EXPERIÊNCIA 

Espiritualmente, a saída dos hebreus do Egito e a ressurreição de Jesus significam a mesma coisa: O DESPERTAR ESPIRITUAL DO HOMEM E O CONCOMITANTE DESAPARECIMENTO DA CONCEPÇÃO MATERIAL DE VIDA. Este é o significado da Páscoa. 

“… MEU DEUS E VOSSO DEUS.” 

O mundo cristão vem sendo ensinado a viver como Jesus Cristo. 

Se para a humanidade isto fosse possível, sem dúvida seria excelente. 

Contudo, jamais um ser humano conseguirá agir ou se comportar como se fosse divino. SOMENTE DEUS É DEUS! 

Assim, mais frutífero do que simplesmente se relatar infindáveis episódios sobre como Jesus encarava as situações à sua frente, será que cada um contemple o sentido espiritual das palavras da ressurreição, para que possa com elas se identificar: “Eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus.” 

Eis, como havíamos dito, o segredo da Páscoa: O MESMO DEUS QUE ENCARAVA AS SITUAÇÕES COMO JESUS ESTÁ ENCARANDO AS SITUAÇÕES DE HOJE COMO CADA UM DE NÓS. 

Muito mais importante do que o sincero desejo humano de “viver como Jesus” é conhecer o sentido absoluto de suas palavras: O MESMO DEUS, QUE NELE SE FAZIA PRESENTE, ESTÁ VIVO, AQUI E AGORA, COMO CADA UM DE NÓS. 

Este reconhecimento tira dos ombros da humanidade uma responsabilidade que jamais lhe pertenceu, ou seja, VIVER ESPIRITUALMENTE, VIVER DE MODO PERFEITO. Isto é algo que cabe unicamente a Deus. 

DEUS VIVE SUA VIDA DIVINA, ESPIRITUAL E PERFEITA, COMO CADA UM DE NÓS. 

A maneira confusa de se colocar a mensagem de Cristo, isto é, a propagação da ideia de que Jesus, como pessoa, é o modelo a ser seguido, corresponde à ideia frustrante da multidão e dos hebreus de seguir a Jesus ou a Moisés, encarando-os como guias ou provedores externos. 

Se parafrasearmos a mensagem da Páscoa, encontrada nestas passagens da Bíblia, poderemos dizer: “Vocês, homens, buscam em pessoas e coisas externas, em guias e mestres, em pregos e cruzes de sofrimento, em manás, em pães e peixes do mundo, e em inúmeras outras aparentes fontes, pela Terra Prometida, pelo Paraíso. Em verdade lhes digo: mesmo que pudessem conseguir todas aquelas coisas, ainda conheceriam a “fome”, a “sede” e a “morte”. 

VENHAM A MIM, O EU QUE ESTAVA EM MOISÉS, O EU QUE ESTAVA EM JESUS, O EU QUE “ESTOU” EM VOCÊS COMO CADA UM DE VOCÊS. 

VENHAM A MIM, E SERÃO NUTRIDOS COM O PÃO VIVO QUE DESCEU DO CÉU, E QUE LHES GARANTE A VIDA ETERNA. “EU SOU” A RESSURREIÇÃO E A VIDA. 

NÃO EXISTEM ALIMENTO NEM SUPRIMENTO MATERIAIS

Quando a Bíblia diz: “Aquele que crê em Mim tem a Vida eterna”, e “Eu sou o Pão da Vida”, se fôssemos analisar intelectualmente, concluiríamos ser isto impraticável. 

Todos nós parecemos consumir elementos materiais. Porém, seriam mesmo materiais? O discernimento espiritual nos revela que NÃO EXISTE MATÉRIA - O UNIVERSO INTEIRO É ESPIRITUAL- NELE VIVEMOS NOS MOVEMOS E TEMOS O NOSSO SER!!. 

Deus, Consciência, aparece COMO a Totalidade da Existência. Consciência, Espírito, dando expressão a Si mesmo e aparecendo como FORMA, eis em que consiste o que a suposta mente humana capta e traduz erroneamente como sendo matéria. 

Na verdade, a mesma Consciência que aparece COMO o nosso Corpo, aparece também em e como a Forma de todos os alimentos, ou de outro suprimento qualquer. 

Eis por que dissemos que “Páscoa é o despertar espiritual do homem e o concomitante desaparecimento da concepção material de vida”. 

“Eu sou o pão da vida; aquele que vem a MIM não terá fome; e quem crê em MIM nunca terá sede” (João, 6: 35). 





Gratidão ao meu amigo Dárcio

domingo, 9 de abril de 2023

A ressurreição



O Domingo de Páscoa celebra a ressurreição de Jesus. Seu sentido interno e espiritual é: Despertamento e elevação da consciência do homem ao EU SOU e sua fusão com Ele, alcançando a inefável compreensão da unicidade.

Só então compreendemos que nossa consciência estava morta, na transgressão e no pecado, como foi dito: "o salário do pecado é a morte", não a morte literal, mas a morte psicológica, a anestesia da consciência, a perda da realidade espiritual que somos.

Esta é a morte mais triste e lamentável, a que o Cristo referiu, dizendo: "Não temais os que vos matam o corpo; temei os que lançam a vossa alma na geena".

Mas felizmente essa morte não é definitiva. É ilusória. Dura enquanto dormimos o sono da inconsciência de nossa realidade espiritual.

Por isso é que o apóstolo Paulo exortou: "Desperta, tu que dormes; levanta-te dentre os mortos e o Cristo te alumiará!".

A experiência da ressurreição não é também instantânea e total.

Como todos os sábios processos da natureza, é gradual, diária, na vida do cristão esforçado, que vive os ensinamentos de Jesus.

Na medida em que a realizamos, compreendemos que há uma só vida, ininterrupta e eterna. E essa vida é Deus.

Só então aprofundamos o sentido deste ensino de Cristo: "Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância".

Ressurreição é o levantamento do homem integral - Espírito, Alma e Corpo - à Consciência Crística de vida e perfeição.

Foi isso que Jesus nos demonstrou.

A tumba não pode reter seu redimido corpo. Pela impregnação do Espírito Santo, o templo-corpo vai da "corruptibilidade à incorruptibilidade"; de um "corpo material, a um corpo espiritual".

Então o último inimigo, a morte, é vencida ou tragada pela vitória, conforme ensina Paulo no 15° cap. da primeira carta aos coríntios.

Cada vez que nos elevamos à realização da vida eterna em nós, unimo-nos à Mente do Pai e a mesma experiência de Jesus é vivida em nós.

Todos os pensamentos limitadores são abandonados na tumba da materialidade.

Jesus Cristo é semente ou primícia de uma nova raça. O exemplo dele no auxilia no caminho da redenção.

Hoje a luz da Verdade está iluminando nossas mentes e levantando-nos na majestade de nossa divina filiação, proclamando-nos filhos do Altíssimo, livres de toda crença no pecado e na morte.


FIM


Charles Fillmore

sábado, 8 de abril de 2023

A Vida Jamais Pode ser Crucificada!




Quando Jesus disse: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”, a última coisa que pretendia seria fomentar a “crença em crucificação de seu Ser”, que é Deus! Veio justamente para testemunhar a grandiosa Verdade de que “o mundo de nascimentos e mortes” é uma ficção, um “mundo do pai da mentira”.

Jamais poderia a Vida ser crucificada, passar por ausência temporal e, posteriormente, ressurgir!

A Vida é Ininterrupta!

A Vida é Eterna!

A Vida é Onipresença!

A Vida é Deus sendo TUDO!

Unicamente o apego a “aparências materiais” poderia justificar a aceitação de “Cristo crucificado”, o que, na verdade, unicamente denotaria o não cumprimento das instruções reais de Jesus, no sentido de que “o Reino de Deus QUE É ESPIRITUAL fosse buscado em primeiro lugar”.

E esta recomendação não se limitaria a uma “busca sem fim”, mas no “achado” imediato do Reino divino, uma vez que nos foi claramente revelado “estar chegado”, “estar em nós” e “estarmos nele”. Quem examinar as Escrituras, ali encontrará todas estas revelações!

A humanidade comemora “Semana Santa”, por não saber comemorar o “Agora Eterno Santo” subjacente às “aparências”, em que a Onipresença do Eterno brilha e Se manifesta como a “Unidade Perfeita” que somos, e que constitui a totalidade da Existência!

A falta de percepção da Verdade faz com que o ego, deixando de ser negado, tente compensá-la em “comemorações deste mundo”, fazendo delas um “substituto vazio” do que deveria realmente ter sido feito, ou seja, cada um se ver despojado do “homem natural” para ter o discernimento de ser “o Cristo”.

Esta seria a VERDADEIRA comemoração: a “crucificação do próprio ego”.

Desse modo, em vez de “o Reino de Deus” estar sendo achado, fica, uma vez mais, relegado a segundo plano, enquanto a humanidade, em sua cegueira de sempre, comemora “a morte do Caminho”, a “morte da Verdade” e a “morte da Vida”, aguardando “três dias” para trocar de comemoração, ou seja, comemorar o “retorno do Caminho”, o “retorno da Verdade”, e o “retorno da Vida”, como se, de fato, a existência fosse material!

O Evangelho de Cristo revela o mundo da Vida impossível de ser crucificada, da Vida que existe “desde antes que Abraão existisse”, da Vida que é Deus sendo a Vida única, ininterrupta, perfeita e eterna de todos nós!

Quando VOCÊ perceber que esta Vida é a SUA, você estará comemorando a “Páscoa da sua ressurreição”.

CONTEMPLE A VIDA ININTERRUPTA DE DEUS SENDO A SUA!

CONTEMPLE-SE SENDO A VIDA QUE NÃO PODE SER CRUCIFICADA!

CONTEMPLE A MENTE DE CRISTO SENDO A SUA MENTE!

CONTEMPLE-SE COMO VOCÊ DE FATO É: O CRISTO, O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA!

O EU ÚNICO - INFINITO - IMPESSOAL - ININTERRUPTO - INDIVISÍVEL: É o Caminho, A Verdade e A Vida.

CONTEMPLE O “AGORA ETERNO” EM QUE O REINO DE DEUS É TUDO!















GRATIDÃO AO MEU AMIGO DÁRCIO