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sexta-feira, 20 de junho de 2014

OS PUROS DE CORAÇÃO SÃO INSENSÍVEIS AO MAL



Ninguém pode desafiar a Deus e, mais especialmente, ninguém pode desafiar a Deus uma vez que tenha tido contato com alguém que conheça a Verdade.
É bem verdade que a pessoa errada aparentemente parece prosperar durante certo tempo, e instituições maléficas parecem dominar o mundo humano. E por quê?
Porque não há a compreensão deste princípio espiritual. Mas deixe que alguém tente maquinações maléficas contra uma pessoa de mente pura, e cedo se notará que não só seu poder do mal é destruído, mas, se ele não se emendar em seus caminhos, destruir-se-á a si mesmo, ao final. O mal sempre anda às soltas, até o momento em que se choca contra o puro de coração.
Este ponto está bem ilustrado no caso de um hipnotizador que estava tentando divertir os membros de uma família de metafísicos, hipnotizando-os, e que constatou não estar podendo hipnotizar ninguém do grupo, mas que, numa tentativa final de exibir seus poderes, decidindo-se por hipnotizar a sua própria esposa, com quem sempre tinha sido bem sucedido, também fracassou.
Tinha ele encontrado em seu caminho os puros de coração, aqueles que conscientemente sabiam que havia somente a Mente única atuando naquela sala. Isso anulou a crença de que uma pessoa possuía uma mente que pudesse ser utilizada para dominar outra pessoa. Enquanto todos os que estavam na sala acreditavam que havia duas mentes, o grupo podia ser hipnotizado; mas, quando surgiu uma pessoa que tinha uma convicção suficientemente forte de que havia uma só mente na sala, uma mente que não podia destruir a si mesma, o hipnotizador já não podia mais atuar com sucesso.

É assim que se dá na sua experiência individual, e na minha, quando nos tornamos puros de coração, isto é, no momento em que chegamos à convicção de que Deus é a Mente de cada um de nós, e que nenhum de nós possui qualidades ou atividades separadas, ou à parte da atividade daquela Mente única, e que inexiste outra mente que estivesse operando, ou que pudesse vir a operar.
Somente as atividades e qualidades que emanam da Mente única estão se manifestando, e estas são qualidades de inteligência, qualidades de amor e vida, qualidades do puro ser. Se surge, então, alguém em nossa experiência, que se proponha a nos prejudicar, ou hipnotizar, suas tentativas serão anuladas, e ele não terá nenhum poder sobre nós.
Tratemos de nos tornar puros de mente, de chegar à compreensão de Deus como Mente, Vida e Alma individual. Só então, as qualidades de Deus podem fluir para fora de nós, e envolver o mundo.

Contemplemos o Cristo sentado entre os olhos de cada indivíduo; contemplemos somente o Cristo como a Substância e a lei de cada condição; e não haverá nenhum dualismo em nossa consciência, e nenhum dualismo poderá voltar-se contra nós.
Assim, anulamos ou invalidamos a atividade do mal no indivíduo, como fez Jesus com Pilatos: “Tu não terias nenhum poder contra mim, exceto se te fosse dado de cima”. (João 19:11).
Joel S. Goldsmith

quinta-feira, 19 de junho de 2014

ISTO É O MEU CORPO! - “Corpus Christi”

 

 

 

“E tomando o pão e havendo dado graças, partiu-o e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isto em memória de mim”.

Lucas, 22: 19

 


A festa católica, chamada “Corpus Christi”, comemora a importante passagem bíblica em que Jesus, tomando o pão e dividindo-o entre seus discípulos, disse a eles: “Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isto em memória de mim”.
 
Estaria Jesus prevendo uma contínua “comemoração terrena” desta distribuição do pão, um símbolo de seu corpo? Não. Só se ele contasse que nenhum dos discípulos fosse “buscar o Reino de Deus em primeiro lugar”!
 
Qual foi a pregação de Jesus?
“Eu Sou o Pão da Vida”! Nunca deixou de salientar que este “Eu Sou” era a Presença do Pai infinito atuando como o Cristo que ele sabia ser!
 
Que sentido há na “distribuição do pão” igualmente a todos os discípulos? REVELAR O CRISTO EM NÓS!
Esta passagem retrata o ponto alto da Revelação de Jesus, onde o “pão”, mesmo dividido na “aparência”, insinua a Verdade Absoluta de que, subjacente ao que a “mente humana” enxerga e traduz como seres avulsos, separados, com mentes pessoais apartadas de Deus, na realidade todos eles são um.
O Infinito Eu Sou, o Pão da Vida, - UNO em Essência
– manifesta-Se como “unidade perfeita”, unidade que nós todos ETERNAMENTE formamos. 


A revelação de que “Eu Sou” – o Pão da Vida – é a Presença indivisível do Pai, Se expressando como o Cristo em todos, inclui a percepção de que “nosso Corpo é o Corpo de Cristo”!
Por isso Jesus disse que “seu corpo” por nós era dado.
Desse modo, cada um que “recebe este pão”, recebe “a Mim”. Este é o sentido de se fazer isto “em memória de Mim”.


Cada um poderá se olhar, mas sem mais se prender à “aparência de corpo”; voltará sua atenção “a Mim”, ao “Eu Sou”, ao “Pão da Vida”, ao “Corpo de Cristo”, o Corpo real, perfeito e glorioso de todos nós!
 
Este é o sentido absoluto de Eucaristia, o entendimento real da “comunhão”: uma reinterpretação iluminada dos vários seres das “aparências”, segundo o “juízo justo”, vistos como formadores espirituais do INDIVISÍVEL “PÃO DA VIDA”, ONIPRESENTE, PRESENTE, PORTANTO, AQUI E AGORA COMO O NOSSO CORPO DE LUZ, QUE É O CORPO DE CRISTO!   
 
Cada vez que VOCÊ meditar e fizer este “reconhecimento”, estará, de fato, fazendo-o “em memória de MIM”!

Gratidão Eterna a Dárcio Dezolt

 


*

quarta-feira, 18 de junho de 2014

A MÍSTICA DE “O CAMINHO INFINITO”


A essência de O Caminho Infinito, seu coração e sua alma, estão em sua mística.
Neste caminho não temos de lutar nem mentalizar para obter o que já temos, ou para ser o que já somos.
Nossa única necessidade é a de arranjarmos períodos suficientes de silêncio, de quietude interna, de tal forma que a Consciência que constitui a realidade de nosso Ser, possa aflorar em expressão através de nosso consciente contato com Ela.
A consciência humana envolve sempre um conceito de separatividade, de dualismo, de muitas mentes, muitas pessoas, muitos poderes.
Quão diferente é tudo isso da Consciência mística, que é a consciência do Um, aquele Um-Eu-Sou! 
Esta é a Verdade sobre cada pessoa, e este conhecimento “nos torna um” com todos os demais seres.
 
Transcendendo o visível rumo ao invisível, ficamos no mundo, mas vendo através dele. Sabemos que existe unicamente o Um, a despeito das aparências; sabemos que unicamente este Um está em operação.
Somente Deus é, e Deus está sempre sendo, sempre aparecendo como Consciência espiritual individual, totalmente pleno e Autocompleto.
A consciência humana está sempre padecendo de um conceito de separatividade, e portanto, o foco está sempre em “se buscar algo”. Ela acredita ser dependente de alguma pessoa ou grupo, mesmo de um praticista ou mestre espiritual “exterior”. Isso não é verdade! A plenitude da vida, tudo de que necessitamos, já existe incorporado à nossa Consciência, e não precisamos de lutar para obtê-lo.
Todas as pessoas que devem fazer parte de nossa experiência já estão em nossa Consciência, onipresentes agora

“Eu vim para que todos tenham vida, e que tenham vida com abundância”.
Este “Eu”, o Espírito de Deus, está dentro de nós, de modo que podemos ser uma luz para aqueles que ainda não tem este conhecimento de que, também dentro deles, esta mesma Luz já está brilhando em sua plenitude.
Estamos agora nos voltando deste buscar e lutar por conseguir, para podermos somente ser; ser esta Consciência divina que já somos.
Estamos agora despertando para a Consciência mística de que “Eu tenho alimento que o mundo desconhece”, a comida eterna que nos alimenta e sustenta.
Perguntemo-nos: “O que eu possuo como aquela Consciência mística?” 
Na quietude, escutamos a resposta: “Eu tenho amor, e eu posso irradiar amor ao mundo, em quantidades ilimitadas”.
A Consciência que eu sou, tem o pão da vida para compartilhar, a percepção de que “nem só de pão vive o homem, mas da palavra espiritual da Unicidade.”
A Consciência mística sabe que eu desconheço qualquer senso material, por ter conhecimento da integralidade do universo espiritual.
 
O Meu Reino é o centro da paz eterna, uma paz todo abrangente, um amor todo envolvente, em que ódio algum jamais pode penetrar. Não vejo nem bem nem mal, por habitar neste Reino interior. Não necessito de nada, não tenho desejo algum, porque tudo já me está disponível: como Deus, em Deus e através de Deus. Tudo já está cumprido.
Nesta paz não há discórdia, não existe desarmonia. 
O Meu Reino é um estado de preenchimento divino, em que tudo o necessário à plenitude da vida se mostra disponível no exato momento em que for requerido.
Eu volvo a atenção “deste mundo” àquele Reino interior. Nada tenho a ver com problemas, pecados, doenças, carências, ódios e batalhas deste mundo, exceto não fazer julgamento algum, exceto orar, exceto perdoar e confortar, e deixar que jorre livremente, a este “vale de lágrimas”, o infinito amor e misericórdia de Deus que está dentro de mim. Assim fazendo, eu me aproprio de meu divino direito, que é a bênção que o Pai faz jorrar sobre mim. Ele vê a Si mesmo como o meu ser, e diz: “Este é meu filho amado em quem me comprazo”. E eu, de minha parte, reconheço: “Eu e meu Pai somos um”, e “é do agrado do Pai dar-me o Reino”, agora, sempre e eternamente. Se não alcançarmos esta percepção, facilmente cairemos na armadilha de acreditar que o mundo conhecido através dos cinco sentidos é o único mundo real. Mas pelo contrário, ele é um mundo irreal, por estar sempre em mutação e flutuação, enquanto o Mundo da Realidade é um estado de ser eternamente completo, sempre Se desdobrando e Se revelando à nossa percepção.
Nós temos uma tarefa a cumprir neste mundo, a tarefa de dissolver a consciência humana e ascender à dimensão superior da vida.
Todos os problemas ficam resolvidos, não por serem enfrentados, mas sim, por nos deslocarmos dos problemas para viver no referencial da Consciência espiritual, que desconhece problemas.
Todos os problemas se baseiam na consciência humana; contudo, todo assim-chamado poder deste mundo pôde ser desmascarado como sendo não poder, por aqueles que se elevaram acima da consciência humana.
Esta é a nossa missão final: dissolver a consciência humana, primeiro para nós mesmos, e depois, para o mundo.
Se aprendermos a ir para dentro de nós mesmos, sem lutas, sem desejos, tudo que nos for necessário se revelará e aparecerá externamente.
Quão reconfortante é o pensamento: “Nada pode ser acrescentado e nada pode ser tirado da Consciência infinita que Eu Sou, pois, eu já sou realizado e Autocompleto em Deus”.
Repousemos, agora, na percepção de nossa própria Consciência infinita já completa. 

Esta Consciência desconhece desapontamentos, sem se importar com o que possa estar acontecendo externamente.
Nós habitamos na Verdade de que “Eu já sou completo”.
Dediquemo-nos a esta conscientização, por nos interiorizarmos, momento a momento, àquela conscientização para podermos vivenciá-la e praticá-la no mundo.
Conscientize sua Filiação divina, sua herança divina como um filho de Deus, ame supremamente esta divina Consciência; comungue com Ela, habite n’Ela; e então, deixe Sua luz brilhar através de você com toda a Sua plenitude e com toda a Sua glória. “Minha glória não será dada a outro”. Deus concede Sua glória somente a Si mesmo, aparecendo como nossa própria Consciência divina.
No Silêncio e na Quietude, Deus Se glorifica como cada um de nós, para que possamos ser instrumentos de Sua paz, Seu amor e Sua vida.
Se Deus tem feito a doação de Si mesmo como o Ser que cada um de nós é, isto é para que possamos elevar a consciência de toda a humanidade.
Assim, abramos os portões do templo de nosso Ser, para que o Rei da Glória interna possa irradiar todo o Seu esplendor.
Autoria: Lorraine Sinkler 
Tradução: Dárcio Dezolt




Lorraine Sinkler :
Aluna e Amiga de Joel S. Goldsmith















terça-feira, 17 de junho de 2014

UMA HOMENAGEM AO 50 ANOS DO RETORNO DE JOEL GOLDSMITH À VIDEIRA - LOCAL DO QUAL NUNCA SAIU - 17/06/2014

 



Joel S. Goldsmith


Há muitos séculos, sob a influência de nossas crenças teológicas, vimos aprendendo que a bondade de Deus para conosco depende de sermos dignos e merecedores. Se pecamos ou somos maus, Ele nos nega o Seu bem. Por isso, já de início desejo esclarecer aos que estão na Senda Espiritual que DEUS É AMOR; DEUS É LEI; DEUS É PRINCÍPIO; DEUS É INTELIGÊNCIA DIVINA E DEUS É VIDA ETERNA.


Se a VIDA dependesse de nossa virtude; se nossa maldade pudesse nela interferir; se qualquer outra coisa pudesse afetar seu fluxo harmonioso – como se explicaria o ensinamento bíblico de que a vida é eterna e imortal? Acaso o referido ensinamento diz que a vida é imortal apenas "QUANDO" ou "COMO" ou "SE" você faz certas coisas? Não! Isso faria com que a vida imortal dependesse de você, ou de mim, e não é assim! A vida imortal depende apenas de Deus. Não há nada que possamos fazer para conquistá-la ou para que Deus no-la negue. Não podemos rogar que Deus nos dê vida e nem há pecado que impeça a imortalidade e a eternidade da vida.


DEUS É AMOR. O que, então, podemos você ou eu fazer para mudar a natureza amorosa de Deus? Poderíamos mudar nosso amor pelos filhos se eles nos fizessem algo desagradável? Claro que não. Se humanamente somos capazes de amar nossos filhos, mesmo quando não merecem, QUANTO MAIS AMOR o Pai celestial está emanando constantemente para nós!


Pode você aceitar a verdade que DEUS É AMOR, não apenas quando você é digno e merecedor, mas também quando se comporta de certa maneira? Pode admitir que DEUS É AMOR e que Sua chuva cai igualmente sobre justos e injustos? O Mestre Jesus Cristo negou alguma vez o bem ou a cura a alguém pelo fato de ser um pecador? Perguntou ele em alguma ocasião às multidões, se eram bons ou se dissipavam ou economizavam o seu dinheiro? Ao ressuscitar o filho da viúva, teria ele perguntado se o moço tinha sido moral ou imoral, honesto ou desonesto? Ou simplesmente o ressuscitou, destruindo assim a crença do mundo na morte? Todos conhecemos a resposta. Em nenhuma ocasião de seu ministério Jesus recusou cura, suprimento, perdão, reforma ou restauração a alguém, por temporária crença no mal.


O princípio é este: uma vez que DEUS É AMOR, nosso bem deve ser infinito, sem nenhum "SE" ou "MAS", porque a Graça de Deus não depende de algo que você ou eu façamos ou deixemos de fazer. A Graça de Deus não pode ser retida. Embora possamos ligar ou desligar a eletricidade, abrir ou fechar a torneira, não podemos abrir ou fechar o fluxo de Deus. DEUS É, e DEUS É AMOR em toda plenitude!

Consideremos a seguir que DEUS É VIDA. Isto não significa que Deus seja vida somente nas idades de 6 ou 16 anos. DEUS É VIDA. Então por que não é também aos 60, 90 e aos 120 anos? O motivo é que as palavras “eu”, "me" e “você” entram em cena e dizemos: MINHA vida ou SUA vida, e imediatamente pensamos na data de uma certidão de nascimento. Se Deus é Vida, que importa a data de nascimento? Deus é a ÚNICA vida e ela é infinita. É culpa de Deus se mudamos ou envelhecemos ou ficamos doentes, fracos e decrépitos? A vida de Deus é infinita, eterna e imortal e assim sendo é a única vida na qual podemos esquecer as idades SUA e MINHA.


Da mesma maneira, DEUS É AMOR. Esqueçamos, pois as condutas sua e minha. Alguns de nós podemos estar bastante mal hoje, outros melhores, alguns piores. Talvez alguns de nós estávamos melhores no ano passado do que neste, mas o amor de Deus a Seus filhos não mudou e nem o Seu poder cessou. O braço direito de Deus é poderoso. A mão de Deus não se omitiu. DEUS É PODER, mas sendo bom – DEUS É A FORÇA DO BEM. Pode, então, negar ajuda, suprimento ou paz a alguém? Não, mas você e eu podemos provocar impedimento ao pronunciarmos as palavras "eu", "me" e "você". “Eu” posso não ser merecedor, não estar preparado ou não ter suficiente compreensão, mas o amor de Deus não depende de meu entendimento.

Assim que você começar o tratamento de cura, os primeiros chamados serão para o que o mundo chama de “menos importância” e, em pouco tempo, você poderá concluir: “Oh, tenho alguma compreensão”, ou “estou conseguindo resultados através do meu entendimento”. Se você o fizer, nunca se tornará um curador ou instrutor eficiente, porque JAMAIS curará através de SEU entendimento. Deus proíbe que SUA presença e poder dependam da "sua" compreensão.


A cura é uma atividade do Cristo. Decorre da compreensão de Deus. Vimos dizendo MINHA vida, MINHA saúde, MEU suprimento, MEU valor, MEU entendimento, sem considerar que deve ser a COMPREENSÃO DE DEUS. O Mestre deixou isso bem claro, quando disse que “de SI MESMO nada podia fazer, mas que era o Pai nele quem agia”. Portanto, é a COMPREENSÃO DO PAI. Do momento em que abrimos nossa consciência ao fluxo de Deus e cessamos todo este contra-senso acerca de NOSSO entendimento e de NOSSO bom ou mau comportamento, podemos estar seguros de que o fluxo de Deus apagará e purificará qualquer erro ou intento que tenhamos em mente hoje; dissipará toda punição a erro passado. Devemos chegar à compreensão de que não é o nosso entendimento que faz isso, mas o de Deus. DEVEMOS abandonar as velhas ideias e crenças judaicas de um Deus de castigo e recompensa. DEUS É AMOR. DEUS É VIDA.


Cada um de nós ainda conserva, dos tempos de infância, alguma ideia de Deus ditada pelos ensinamentos ortodoxos e teológicos, de que não podemos ganhar o favor de Deus por certos atos de omissão ou comissão. Muitos ainda crêem que o favor de Deus pode ser obtido por algumas formas de oração, adoração ou abstenção. Isto não é verdade. Podemos ter certeza de que DEUS NÃO É INFLUENCIADO PELO HOMEM, isto é, Deus não é influenciado por você ou eu individualmente. DEUS É LUZ, e se caminharmos com Ele, estaremos na luz. A chuva de Deus cai e se a queremos, devemos caminhar na chuva. DEUS É, e DEUS É AMOR. Deus está derramando SUA INFINITA GRAÇA e não a estamos aceitando devido ao uso de tais palavras como "eu", "me" e "meu".

Devemos deixar esta crença de que participamos na obtenção do amor, da graça e da doação de Deus, e lembrar que nossa única participação é aceitar essa evidência, abrindo nossa consciência para receber a divina Graça.


Os escritos de “O Caminho Infinito” contêm centenas de verdades que se resumem em uma apenas: A NATUREZA DE DEUS. Medite sobre: Que é Deus? Qual a natureza de Deus? Qual é o caráter de Deus? Quais são as qualidades de Deus? Qual é o verdadeiro Deus? Não o Deus que nos ensinaram a adorar quando crianças, ou que adoramos ignorantemente agora. Tente esvaziar os vasos já muito cheios, porque não podem ser enchidos com o novo vinho. Desfaça-se de suas velhas crenças e esteja desejoso de começar tudo de novo, ainda que você tenha 70 anos, admitindo que se você conhecesse melhor a Deus, você estaria demonstrando bem mais a graça divina. Esqueça tudo que você tenha pensado ou lhe tenham ensinado acerca de Deus e, mais uma vez, comece com esta pergunta: “Que é Deus?”. Do momento em que você começa a compreender que DEUS É AMOR, saberá que aquele amor está fluindo irrestrito, ilimitado e livre, porque a natureza de Deus é Infinita.

Seria impossível a Deus estender-nos somente umas parcela de amor, dar-nos 90% de saúde e prover-nos com 60, 70 ou 80 anos de vida. É verdade que estamos DEMONSTRANDO apenas uma parcela de amor e de suprimento ou somente 60, 70 ou 80 anos de vida e vigor. Pode perfeitamente ser verdade que não haja muito amor fluindo em e através de nós, mas isso nada tem a ver com Deus. Tem a ver com alguma crença falsa de que NÓS, de alguma maneira, se pudéssemos encontrar uma fórmula mágica, faríamos fluir o bem de Deus, ou poderíamos de algum modo impedir o bem de Deus. Não é um tanto absurdo acreditar que podemos viver somente 60, 70 ou 80 anos em boa saúde e vigor, quando a única vida que temos é Deus, e a vida de Deus é Infinita, e não depende do que possamos fazer a respeito dela? A vida é dependente da habilidade de Deus em manter Sua própria vida imortal, eterna e indefinidamente.

Não é estranho que muitos tenham tão pouco conforto na vida, quando o Mestre nos disse que a VERDADE É O CONSOLADOR? Ele não disse que nos mandaria limitada quantidade de conforto, mas sim o CONSOLADOR, O ÚNICO, A PLENITUDE DO CONSOLADOR. No entanto, durante todo esse tempo, estivemos satisfeitos com uma pequena porção por termos acreditado que fosse tudo o que tínhamos merecido.


Ao fazer o seu testamento, você não determinará o que cada um de seus filhos merece, nem dirá: “Este um tem sido razoavelmente bom, assim deixar-lhe-emos uma boa quantia. Este outro não foi nada bom, nada receberá, mas este terceiro tem sido muito bom, assim deixar-lhe-emos uma grande soma”. Não, você dirá: “temos três filhos e dividiremos igualmente entre eles”. QUANTO MAIS GENEROSO É NOSSO PAI CELESTIAL E QUANTO MENOS QUE NÓS ELE JULGA! Deus não se apoia em julgamento ou condenação para com nossos pecados, porque o único motivo de nossos pecados, fatos e erros – é a ignorância.


Somos responsáveis por nossa ignorância? Não. Desde a infância ouvimos nossos pais e outras influências. Por um sentimento de obediência, lealdade e temor, ACEITAMOS ESTAS FALSAS CRENÇAS, mas não somos castigados por elas.


A Escola da Vida está aberta a qualquer um de nós em qualquer ocasião que desejarmos começar. POR NOSSA ILUMINAÇÃO ENCONTRAREMOS A LIBERDADE. É somente na ignorância que encontramos discórdia, limitação, pecado doença e morte. Em nossa ILUMINAÇÂO encontramos abundância infinita, liberdade, imortalidade e eternidade. Assim, a despeito de qual seja sua idade, lembre-se de que só há um assunto no qual você necessita ser esclarecido: QUAL A NATUREZA DE DEUS?


“Deus é luz e nEle não há treva alguma”. Pode você ver Deus como o GRANDE AMOR DO UNIVERSO, no qual não há ódio, inveja, ciúme, malícia, vingança ou mesmo lembrança do passado? Pode você ver Deus como VIDA IMORTAL E INFINITA? Se assim for, você pode trazer harmonia ao seu corpo e vida durante a noite. Somente a crença de que aquilo que você está fazendo, ou deixando de fazer, é que causa doença ou pecado na carne. É apenas a crença de que o erro está em você, E NÃO ESTÁ. Assim, procure lembrar-se desta verdade. O HOMEM JAMAIS PODE INFLUENCIAR DEUS. Deus é todo-bondade e a Graça de Deus perdura para sempre.

Elimine o uso de “eu”, “me”, “meu”, e centralize por inteiro o seu pensamento na palavra DEUS. Não pense mais acerca de “o que sou eu em conexão com Deus”. Faça-se estas perguntas: está Deus retendo algum bem? Pode Deus negá-lo? Há alguma razão para Deus negar? Tem Deus o poder de suprimir Sua própria benevolência, amor, proteção e diligência? Não há ninguém nesta terra suficientemente grande para influenciar Deus a fazer mais do que Ele próprio está fazendo, e nem pecado tão grande para impedir-Lhe ser Deus.

No capítulo 15° de João, lemos:

“Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo o ramo que em mim näo der fruto, ele o cortará; e todo o que der fruto, ele o limpará, para que dê ainda mais. Vós já estais limpos, pela palavra que vos tenho falado. Estai em mim, como eu em vós; como o ramo de si mesmo näo pode dar fruto, se näo estiver na videira, assim também vós, se näo estiverdes em mim. Eu sou a videira, vós os ramos; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. Se alguém näo estiver em mim, será lançado fora, como o ramo, e secará; e os colhem e lançam no fogo, e ardem. Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito. Nisto é glorificado meu Pai, que deis muito fruto; e assim sereis meus discípulos. Como o Pai me amou, também eu vos amei a vós; permanecei no meu amor. Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; do mesmo modo que eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai, e permaneço no seu amor. Tenho-vos dito isto, para que a minha alegria permaneça em vós, e a vossa alegria seja completa. O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei.”

Volvamos, agora, ao primeiro versículo: “Eu sou a videira VERDADEIRA, meu Pai é o agricultor” e “vós sois os ramos”. Em sua mente, visualize um tronco de árvore do qual crescem muitos ramos. Remova, agora, o tronco. Tudo o que você deixou são muitos ramos soltos e pendentes no espaço, desligados uns dos outros e de qualquer coisa, cada um com a necessidade de se manter no ar. Isto, naturalmente, é impossível e em pouco tempo cada um destes galhos terá consumido a pouca vida que estava em si e caído.

Agora, restauremos o tronco da árvore e notemos o que aconteceu aos ramos. Encontramo-los todos ligados à árvore, que está ENRAIZADA e FUNDADA NA TERRA, retirando para si umidade, substâncias minerais, luz solar e tudo o mais que é necessário para crescimento e desenvolvimento e fluí-los aos ramos.

“Eu (cristo) sou a videira verdadeira, e meu Pai é o Agricultor”. O Cristo é a videira (ou o tronco) e NÓS somos os ramos. Cada individuo parece ser um ramo sozinho, desligado, separado e à parte de qualquer outro galho, e cada um provavelmente está imaginando como pode progredir sozinho. De onde ele consegue sua vida, sabedoria e suprimento? O que o sustém? Cada um está avançando, lutando e se empenhando para conseguir, com seus próprios esforços, felicidade e salvação, como se essa luta pudesse manter e suprir-lhe a vida. E aqui as Escrituras claramente afirmam que NÓS SOMOS RAMOS LIGADOS À VIDEIRA. O Cristo é aquela videira. Portanto, apesar de invisível à percepção humana, cada galho é ligado a outro, porque somos ligados à videira. Chamamos Cristo a isso, o Espírito Invisível de Deus, ou o Filho Invisível de Deus, e cada um de nos é ligado ao outro devido a esta videira central ou tronco. Compreendemos, agora, que somos menos dependentes de nosso PRÓPRIO poder, força e sabedoria porque somos ligados a esta videira central.

Por causa desta videira, não há necessidade de vivermos afastados uns dos outros, ou de lutarmos uns contra os outros. ESTAMOS UNIDOS NA VIDEIRA; SOMOS UM EM CRISTO!

Somos um em Cristo, mas demos um passo avante e aprendamos que MEU PAI É O AGRICULTOR. Deus, a Verdade universal, a Vida universal, a Mente divina e o Amor infinito, é o Agricultor, ou o equivalente da terra na qual a árvore é enraizada e fundada. Somos ramos ligados invisivelmente à videira, que, por sua vez, é uma com Deus. “Eu e meu Pai somos um”… "o Pai está em mim, e eu nEle”. Portanto, este CRISTO INVISÍVEL, o tronco invisível da árvore ou da videira enraizada e alicerçada em Deus, RECEBE TODO O BEM PARA SI E O LANÇA PARA NÓS. Não percebe você que nosso suprimento não depende de nós, assim como o suprimento do ramo não depende si mesmo? O ramo é dependente somente do seu CONTATO com a videira, e do contato da videira com o solo, com o Agricultor, ou com o Pai.

Em nossa experiência, este princípio funciona desta maneira: como um estudante, você é um ramo, e quando você vai a um instrutor ou a um praticista, ele pode temporariamente ser a videira, quando ele sabe que, de si mesmo ele não é nada, senão uma videira. Deus, o Pai em nós, é o Agricultor, e o instrutor é um com o agricultor. Em unicidade com Deus (o agricultor), toda a verdade, força curadora e supridora FLUI DO PAI, ATRAVÉS DELE, PARA VOCÊ.

Foi com esta compreensão que o Mestre pôde alimentar e curar as multidões e, através dessa mesma compreensão, qualquer mestre ou curador pode ser o canal através do qual Deus flui para você. Isso depende de você? Não. Depende do curador ou do mestre? Não. Depende da GRAÇA DE DEUS FLUINDO ATRAVÉS DA VIDEIRA PARA OS RAMOS, e durante o tempo em que a videira permanece enraizada e alicerçada em Deus, nessa medida Ele fluirá através da videira para você.

Lembre-se de que nem sempre você precisará que um instrutor ou praticista seja sua videira. Este é somente um relacionamento temporário. O Mestre disse a seus discípulos: “… se eu não for embora, o Consolador não vira a vós…” Em outras palavras, DEPOIS que esta verdade tenha sido demonstrada pelo contato com um instrutor ou um praticista e depois que você tenha ganho sabedoria na compreensão de que a cura não veio DELE, mas simplesmente ATRAVÉS dele, do Pai interno, você está pronto para o próximo passo.

É, então, que você compreenderá o Cristo Invisível, a videira, não é necessariamente uma pessoa, nem mesmo um Jesus, mas o Cristo é a verdadeira parte invisível em MIM. Portanto, eu, como ramo, estou ligado a esta parte invisível em MIM, a qual, por sua vez, está enraizada e alicerçada em Deus. ELE é o Filho de Deus em mim. Portanto, o Cristo está no Pai, e o Pai está em mim. Essa compreensão é a Verdade curadora.

Nesse ponto você pode perguntar-se se há qualquer coisa que vossa possa fazer ou não, que possa impedir esse fluxo do Bem. Sim, há uma coisa: você pode ESQUECER que há uma videira invisível à qual está unido. Você pode ESQUECER que o Pai é o Agricultor, e que todo o bem de Deus está fluindo. Pode começar a acreditar que eu seja separado e à parte de você ou vice-versa, e que se você tirar alguma coisa de mim será beneficiado. “Eu sou a videira, vós sois os ramos; aquele que permanece em mim, e Eu nele, esse produz muito fruto; porque, sem mim, nada podeis”. A MENOS QUE VOCÊ RECONHEÇA SUA UNICIDADE CONSCIENTE COM A VIDA INVISÍVEL, O FILHO DE DEUS EM VOCÊ, VOCÊ NADA PODE FAZER. Você será eliminado e será um ramo consumindo seus poucos velhos 70 anos de vida e, finalmente, secará e cairá. Você será eliminado, não por Deus, mas porque “vós não permanecestes em MIM e nem deixastes MINHA palavra permanecer em vós”.

No momento em que você se colocar à parte como um ramo e ESQUECER sua união com o Cristo Invisível, justamente porque não pode ver, ouvir, experimentar, tocar ou cheirá-LO e, portanto, decidir que você não O tem – “Ó, vós de pouca fé” – você será eliminado. Lembre-se sempre: mesmo em suas dificuldades mais lúgubres, em suas piores doenças, ou em seu mais terrível pecado, QUE VOCÊ ESTÁ AINDA UNIDO A ESTA VINHA INVISÍVEL, E QUE ELA POR SUA VEZ, ESTÁ ENRAIZADA E ALICERÇADA NO TODO DO PAI, O TODO DO AGRICULTOR. A própria natureza de Deus não lhe permite reter o fluxo que dEle passa da Videira e desta a você. “Se permanecerdes em mim, e minha palavra permanecer em vós, pedireis o que quiserdes e ser-vos-á concedido”. Mas isso não significa que você deve pedir no sentido material: “Dai-me um lar mais lindo e um carro melhor”. Não, não, não. Você deve simplesmente pedir a continuação da Graça Infinita. PEDIR PARA A CONTÍNUA REALIZAÇÃO DA ONIPRESENÇA.

“Pedis e não recebeis, porque pedis mal…” Deus é Espírito e ao Espírito não se pedem coisas materiais, mas é justamente isso que fazemos, quando oramos por COISAS. E, depois, surpreendermos-nos por não as haver recebido. É, então, que alguém poderia dizer: “Bem, você não vai à igreja muito frequentemente, não é muito bondoso ou indulgente, retarda seus afazeres, portanto, você não é muito merecedor”.

DEUS É O PAI INFINITO. Pense até que ponto você é pai ou mãe e, então pense em Deus como Pai INFINITO. Deus é Pai Infinito, sem fazer distinção de pessoas, e através da videira invisível está continuamente nos provendo tudo o que é necessário para o nosso desenvolvimento. “Nisto é glorificado meu Pai: em que produzais muito fruto…” Entende você o sentido disso? Seu Pai é glorificado SOMENTE na proporção em que você produz muitos frutos e frutos ricos. Seu Pai não é glorificado pela avareza, ou pelo fato de você ir a um mercado procurar a carne e os produtos mais baratos. Seu Pai não é glorificado quando você tem que se acostumar com um automóvel de terceira-mão. Não, não, não, isso não glorifica o Pai.

O Pai não pede que você tenha alguma coisa no campo material, MAS O QUE VOCÊ TEM DE BOM NÃO É SENÃO A EVIDÊNCIA DA GLÓRIA DO PAI E NÃO DA SUA. Se você tem um bom lar ou boa renda e começa a acreditar que os conseguiu devido à "SUA" compreensão ou "SUA" bondade pessoal, não fique surpreso se ficar privado deles. Isso porque você estaria glorificando suas PRÓPRIAS qualidades, sua PRÓPRIA natureza e caráter, e essas você não possui. “Por que me chamas bom? Ninguém é bom a não ser Deus”, e quando você compreender que “A GLÓRIA DE DEUS ESTÁ SE MANIFESTANDO ATRAVÉS DESTE BEM QUE VEIO A MIM”, você pode esperar ainda maiores frutos PORQUE VOCÊ RECONHECEU A FONTE. "Olhai para Mim, e sede salvos", "Reconhecei-O em todos os vossos caminhos e Ele vos dará abundante e ilimitado bem”. “Se observardes os meus mandamentos, permanecereis em meu amor”.


O Mestre nos deu somente dois mandamentos: um, é amar a Deus (reconhecê-Lo como a Grande Vida, a fonte de tudo, a origem de tudo, porquanto a Ele pertence todo o poder e, portanto, a glória, de eternidade à eternidade), e o outro, amar ao próximo como a nós mesmos. Portanto, COMO pode você amar a Deus, a não ser na compreensão de Deus como Amor? Como pode você amar a Deus se acredita que Ele está retendo algum bem ou o está punindo, ou fazendo alguma coisa que você não faria a seus filhos? Você só pode amar e honrar a Deus se puder vê-lO como VIDA GLORIOSA E INFINITA – VIDA LIVRE, DESIMPEDIDA E NÃO AFETADA PELA VIRTUDE OU TRANSGRESSÃO DOS HOMENS. Amar a Deus e a seu próximo como a si mesmo é visualizar aquela árvore e lembrar que cada ramo é seu próximo e que seu próximo está recebendo seu bem ATRAVÉS DO MESMO CRISTO INVISÍVEL DO PAI, O AGRICULTOR.

Pode ser ocasionalmente necessário, mesmo enquanto formula esta oração para seu próximo, que você temporariamente lhe empreste ou dê alguns dos bens materiais para ajudá-lo no decurso de uma etapa cruciante de falta ou limitação, mas você nunca terá de incumbir-se ou sustentar continuamente o pobre merecedor, PORQUE NÃO HAVERÁ POBRE MERECEDOR SE VOCÊ AMAR SEU PRÓXIMO COMO A SI MESMO. Toda vez que você vê um indivíduo em alguma forma de pecado, doença ou mesmo morte, apenas visualize rapidamente a nossa árvore e silenciosamente “Agradeça a Deus por aquele tronco”.

Aquele tronco unifica-nos e possibilita que cada um de nós se alimente da única Fonte Infinita, e não um do outro. É, então, que você está amando a Deus no mais alto grau e a seu próximo como a si mesmo, porque você está conhecendo a mesma VERDADE acerca de seu próximo como de si mesmo.

Nestas passagens de João, percebemos a verdadeira visão de Deus, o Infinito Invisível, como a fonte de todo bem, o qual não pode, de forma alguma, reter nenhum bem. O bem está sempre se exteriorizando individualmente no que chamamos o Filho de Deus, o Cristo, que é a sua parte invisível, e através desse Eu invisível, ao corpo físico, à mente e Alma e Espírito do ser individual, PARA MANIFESTAR A GLÓRIA DE DEUS. Somos prevenidos, que o ramo NÃO PODE DAR FRUTOS DE SI MESMO. Portanto, não pode haver bondade pessoal, saúde ou fartura pessoais. O ramo deve extraí-los ATRAVÉS da videira de Deus.

“Todo ramo que em mim não der fruto será arrancado”. Isto poderá levar-nos a crer que depois de tudo, Deus provavelmente pune um pouco, mas isso não é verdade. SE VOCÊ NÃO PERMANECE NESTA VERDADE, se você não mantém sua consciente unicidade como Cristo EM SI, e ATRAVÉS DELE sua unicidade com o Pai, você será eliminado. Será você mesmo quem se separa da graça de Deus e será, portanto, eliminado, destruído, queimado e definhará. PERMANECER NESTA verdade é viver, mover-se e ter seu SER nesta conscientização de sua unicidade com o Cristo, e da unicidade do Cristo com o Pai.

Isto, naturalmente, não significa que estamos unidos a pessoas, mas unidos ao Invisível, de maneira que mesmo estando no meio do oceano, ou em um deserto, seríamos capazes de dizer: Ah, mas eu AINDA sou um ramo da videira, e a videira AINDA está ligada ao agricultor (Deus) e, portanto, o lugar em que me encontro é SOLO Santo. Toda vez que tivermos pensamentos de desespero, estaremos admitindo que somos um ramo separado da videira e esta do Agricultor: que não podemos alcançar, nem a um, nem a outro, ainda que durante todo o tempo Ele esteja aqui mesmo onde estamos. ELE está em VOCÊ e ELE está unido à ONIPRESENÇA!

“Vou preparar um lugar para vós… para que onde eu esteja, vós também possais estar”. Você pode perguntar-se: "onde está o Eu Sou?". Toda vez que você disser “EU SOU”, isto é, "onde EU SOU", esse "onde EU SOU" é onde VOCÊ ESTÁ. Onde você estiver, há a videira, Pai e o Agricultor – o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

Você deve sempre lembrar que o Agricultor, Deus, não dá e não nega - MAS CONTINUAMENTE É. A videira em você, o Cristo, não o está julgando, mas está aqui para abençoar e perdoar, suprir e amar. Qual era a Missão do Mestre? “Ir mostrar a João novamente aquelas coisas que vós ouvis e vedes: o cego recupera a visão, o coxo anda, os leprosos são limpos e o surdo ouve, os mortos são ressuscitados e aos pobres é pregado o Evangelho.” O Cristo está ali para amparar, suprir, sustentar, aliviar, curar, perdoar e regenerar. Está aqui para fazer ressurgir da sepultura E REALIZAR a ASCENSÃO.

Não há palavra, em toda a mensagem e missão do Mestre, que dê qualquer motivo à autocondenação. “Nem eu te condeno: vai e não peques mais”. Se você volver ao velho estado material de consciência e não permanecer na palavra, será punido muitas vezes. Toda vez que você se esquecer de que é um ramo unido à videira invisível, a qual, por sua vez, está ligada ao agricultor (o Pai interno), estará cometendo pecado. Você poderá ser pródigo doze vezes, se o desejar, mas VOCÊ pagará a penalidade.

Se você voltar à crença de um indivíduo separado e à parte de Deus – um ramo pendente no espaço – atrairá para si carência e limitação de suprimento, de saúde, de força e de eternidade, mas “se permanecerdes em mim e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes e vos será concedido”. “Nisto é meu Pai glorificado, que deis muito fruto: e assim sereis meus discípulos”.


Tradução: Daisy Benson







segunda-feira, 16 de junho de 2014

COMPREENDENDO A NATUREZA DO PROBLEMA COMO APARÊNCIA, SUGESTÃO OU TENTAÇÃO- 7 - ULTIMA PARTE


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O Universo espiritual, feito da Substância do Espírito, formado pela Consciência e mantido pela Lei espiritual, está exatamente AQUI.
Neste Universo espiritual não existe doença, não existe falta ou limitação, não existe infelicidade ou discórdia, nem tampouco ser algum para ser curado ou modificado.
Há somente o Reino da Divina Harmonia e Paz, que a tudo permeia, sem distúrbio de qualquer natureza,
Aceitemos ou não, o fato é que estamos neste Universo espiritual neste instante. Não temos de ir a algum lugar para encontrá-Lo. Ele está exatamente aqui, onde nós estamos. Portanto, assim deve ser a nossa oração:
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“Pai, que meus olhos sejam abertos, permitindo-me ver e contemplar este Universo espiritual! Revele-me a Sua Glória, aqui e agora. Não permita que eu tente modificar este Universo! Deixe-me somente contemplá-Lo”.
O Caminho espiritual não se reduz a meditações de dez ou vinte minutos, em que há o reconhecimento do único Poder e única Presença, enquanto saímos pelo mundo esquecidos dessa Unidade pelo resto do dia. Este Caminho é o do reconhecimento constante da Presença de Deus onde quer que estejamos, o que nos requer um estado de alerta a cada segundo.
Pela prática constante destes princípios, eles se tornarão parte de nossa consciência de tal forma, que jamais poderemos ser convencidos da existência de algum outro poder ao lado daquele Poder único.     FIM
Lorraine Sinkler
Tradução: Dárcio Dezolt
 
 


 

domingo, 15 de junho de 2014

COMPREENDENDO A NATUREZA DO PROBLEMA COMO APARÊNCIA, SUGESTÃO OU TENTAÇÃO - 6



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Como poderia haver união consciente com Deus, quando a máscara da crença universal se interpõe entre Deus e você?

Isto é possível através do reconhecimento de que este “mundo de aparências” é hipnotismo; assim, passamos a ver, através da máscara, o Coração do Universo do Espírito.
Somos um com o Pai, e nessa Unidade reconhecemos somente um Eu, uma Vida. Transcendendo o hipnotismo, observamos a glória do Universo de Deus.
Tudo que é conhecido pelos cinco sentidos físicos não passa de uma forma de hipnotismo.
O real, o eterno, a criação divina, que é a própria expressão de Deus, somente pode ser conhecido através do discernimento espiritual.
Quando nossos olhos se abrem para a Realidade divina, ficamos conscientes de que não há pessoas nem condições que necessitem de cura ou mudança.
Toda condição negativa é uma “tentação” para que aceitemos algum poder apartado do Poder de Deus. Cada problema é um ponto a nos fazer recordar que vivemos no Universo espiritual, perfeito e pleno.
Se algo inferior estiver sendo reconhecido, significa que ficamos hipnotizados; e assim, temos por incumbência despertar, para vivermos constante e continuamente na atmosfera do amor, da paz e da plenitude do Reino interior.
Este trabalho contínuo de encararmos cada problema como hipnotismo, um “nada”, um “não-poder” ou “não-substância”, nos conduz à Consciência mística da Unidade, em que não existe “Deus e”, mas que existe somente Deus: Deus aparecendo como ser individual, e Deus aparecendo como Universo espiritual.
Lorraine Sinkler
Tradução: Dárcio Dezolt

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sábado, 14 de junho de 2014

COMPREENDENDO A NATUREZA DO PROBLEMA COMO APARÊNCIA, SUGESTÃO OU TENTAÇÃO - 5


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Nunca tratamos de uma condição: tratamos de um hipnotismo.
O hipnotismo é a “substância” do problema. Conscientes disso, ficamos repousados na percepção de que jamais o hipnotismo cria coisa alguma.
Nosso trabalho é reconhecer que, como Deus, o Ser infinito, está aparecendo como Ser individual, não existe pessoa passível de ser hipnotizada, e esta Verdade inclui o nosso Ser. Assim, eu não posso ser hipnotizado; não existe mente que acredite em dois poderes: a mente única que existe, é instrumento puro de Deus.
Um motivo pelo qual muitos fracassam na cura é que tentam mudar uma condição, como se ela fosse real, em vez de discernirem que ela é um falso conceito mental da Realidade ali presente.
O hipnotismo é a “substância” de todos os males que afligem o mundo. É vitalmente importante lembrarmos que o hipnotismo não cria uma coisa, mas cria somente a tentação de nos fazer crer na existência de uma condição ou um poder além de Deus.
O mundo da Realidade divina está aqui e agora.
A pessoa da Realidade divina está aqui e agora.
O que vemos, com os sentidos humanos, é o mundo de conceitos, o mundo hipnótico. Não é ele, em absoluto, o mundo da criação de Deus. Se um quadro for visto através de vidro fosco, mostrar-se-á distorcido; porém, quando o vidro for transparente, a Harmonia divina sempre-existente conseguirá ser observada através dele. Para atingirmos a consciência deste princípio, precisamos de um treinamento para “ver através ou além da aparência”, lembrando sempre que não existe pessoa a ser mudada nem condição a ser modificada. Precisamos ser aquele que é não-hipnotizado.
Uma pessoa não hipnotizada, firmada no princípio de que DEUS É TUDO, E NADA MAIS EXISTE, pode retirar um grupo de pessoas do hipnotismo.
Lorraine Sinkler
Tradução: Dárcio Dezolt
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