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sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

A Repreensão Nas Curas Espirituais

 



Enquanto DEUS É A ÚNICA PRESENÇA em atividade, chamada Oniação, a suposta “mente humana” também se mostra existente e em atividade, De que forma? Na forma de uma CRENÇA COLETIVA! Puras “imagens hipnóticas” são aceitas coletivamente como REAIS E ATIVAS, exatamente como se mostram as imagens ilusoriamente vistas por alguém sob efeito de um transe hipnótico. 

Querer “explicar ao hipnotizado” que ele não é, por exemplo, a “galinha cacarejando”, que o hipnotizador colocou no subconsciente dele, será difícil, se este TRANSE não for desfeito.

A Verdade já estaria presente, ou seja, o cidadão continuaria sendo o mesmo cidadão de sempre, e tanto a “galinha” como a “mente de galinha” seriam AUSÊNCIAS!

Quando alguém reclama de “estar doente”, de “estar obsedado”, de “estar possuído por forças malignas”, “em dificuldades financeiras”, etc., o que de fato lhe ocorre é unicamente o seguinte: está sob um “efeito hipnótico”! Está se achando “um ser nascido na Terra”, e, portanto, à mercê da aceitação ilusória dos supostos terráqueos, que é acreditar existir o “bem” e o “mal”. 

Dentro deste “hipnotismo”, ele se vê dotado de um “corpo carnal”, e acha-se em “mundo material”, sempre às voltas com atividades benignas e malignas!

A VERDADE PÕE FIM À ACEITAÇÃO HIPNÓTICA! Por isso, não diz que os princípios espirituais “transformarão” o ilusório “mal” em “bem”; antes, explica que VIVEMOS NO REINO ABSOLUTO DO BEM PERMANENTE! E EXPLICA QUE ESTE BEM É ABSOLUTO E NÃO RELATIVO A QUALQUER MAL!

Sempre que uma “imagem hipnótica” é aceita por alguém que nela se vê submisso a qualquer tipo de “mal”, quem a estiver vendo, sem estar sob o MESMO EFEITO HIPNÓTICO, não estará enxergando mal nenhum presente nela! Estará vendo-a “curada”, uma vez que o “mal” estaria AUSENTE!

E é nesse sentido que atua a REPREENSÃO nas chamadas “curas espirituais”. 

Em primeiro lugar, ficaremos convictos da VERDADE: DEUS É TUDO, A ONIAÇÃO É A ÚNICA ATIVIDADE UNIVERSALMENTE EVIDENCIADA, ININTERRUPTA E PERMANENTEMENTE. 

Em segundo lugar, REPREENDEREMOS A FALSA “AUSÊNCIA DE DEUS” APARENTEMENTE “ACEITA””, USANDO O PODER DA PALAVRA DA MANEIRA QUE, EM CADA MOMENTO, NOS FOR INSPIRADO FAZER.

Estaremos, portanto, calando a crença de que Deus esteja ausente”, e esta “expulsão”, feita com veemência, aliada à CONVICÇÃO DE QUE DEUS, ALÉM DE SER TUDO, SABE QUE ELE É TUDO, “desfaz” O CENÁRIO HIPNÓTICO!

A “cura espiritual” é puramente o RECONHECIMENTO DE DEUS SABENDO-SE PRESENTE E ATIVO ONDE ALGUÉM “PENSA HAVER IMPERFEIÇÃO”, E O RECONHECIMENTO DA “AUSÊNCIA DE DEUS” COMO FALSA, REPREENDIDA COM VIGOR, PARA QUE AUMENTE A RECEPTIVIDADE À VISÃO CORRETA, E PARA QUE, ONDE DEUS PARECIA ESTAR AUSENTE, SEJA ENTENDIDA A SUA CONSTANTE PRESENÇA.






*GRATIDÃO ETERNA AO MEU AMIGO DÁRCIO

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Fora De “Mim” Não Há Poder

 




Ater-se à Verdade de que DEUS É TUDO se reduz à percepção inequívoca de que “fora de MIM – fora de seu Eu Absoluto – não há Poder”! Isto significa reconhecer serenamente que “nada mais existe que tenha poder”, uma vez que este “Eu”, sendo VOCÊ, é a única Presença evidenciada como o infinito Universo de Luz.

Aparentemente falando, há pessoas que vivem se ferindo; cortam-se com facas, tropeçam em móveis, esbarram em outras pessoas, derrubam coisas quentes em si mesmas, etc.. Estes supostos “acontecimentos” são sombras, e não realidades, e somente exprimem a CRENÇA de que “fora de MIM há poder”. Em outras palavras, a Unidade Perfeita, que é a Oniação no Absoluto, não estava sendo reconhecida! E sem este reconhecimento, age a CRENÇA DUALISTA, sempre sugerindo que “há algo separado de MIM”, e capaz de voltar-se “contra MIM”.

Onde há a percepção de que o Universo é UM SÓ CORPO, a CRENÇA ILUSÓRIA em “dois poderes” desaparece. Não se vê a mão de alguém beliscando a outra! As duas são vistas em “unidade com o corpo”.

“Nenhum poder terias sobre MIM, se não lhe fora dado do alto”, disse Jesus a Pilatos, após ter ele lhe dito “ter poder para soltá-lo ou crucificá-lo”.

Que significa “dar poder do alto” a algo ou alguém? Significa não reconhecer que TUDO É UM CORPO SÓ EM EXPRESSÃO AMOROSA, HARMÔNICA E PERFEITA! SIGNIFICA PERMITIR, À CRENÇA HIPNÓTICA EM DOIS PODERES, QUE SUA FALSIDADE ATUE APARENTEMENTE CONTRA NÓS.

Se um médico anuncia um suposto diagnóstico contrário ao BEM PERMANENTE a alguém, ele se apavora e dá crédito na hora, “deu Poder do Alto” ao médico e à sua avaliação; se um chefe demite um funcionário, e ele se desespera, temendo ficar desempregado e carente de recursos, “deu Poder do Alto” ao seu chefe; se alguém está noivo, noiva, ou já casado, e seu par lhe disser que “deseja a separação”, se a notícia o abalar, “deu poder do Alto” àquela pessoa!

MAS ESTE PODER JAMAIS SERÁ DADO EQUIVOCADAMENTE, QUANDO VOCÊ MEDITAR E, CONVICTAMENTE, RECONHECER: FORA DE MIM NÃO HÁ PODER; SOU UM SÓ CORPO COM O UNIVERSO INFINITO! TUDO SOU “EU”, TUDO É “UNIDADE PERFEITA” – não haverá como as FALSAS CRENÇAS o perturbarem com suas mentiras e notícias vãs.

O Homem é DEUS em forma de indivíduo; assim, mesmo dotado de sua identidade distinta, jamais ela o deixa apartado do TODO, e é quando é percebida a Verdade absoluta: “NADA PODE SER-ME TIRADO, NADA PODE SER-ME ACRESCENTADO”! FORA DE “MIM” NÃO HÁ PODER!





*GRATIDÃO ETERNA AO MEU AMIGO DÁRCIO

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

“Qual É O Teu Impedimento?”

 



Algo que irritava profundamente os judeus de sua época, era Jesus se proclamar Deus! 

A ignorância espiritual chamava de “pretensiosa” esta identificação. 

Quando Jesus disse ao paralítico: “Qual é o teu impedimento? Levanta-te, toma teu leito, e anda!”, que havia, de fato, embutido naquela pergunta? 

Aparentemente, ele indagava ao homem sobre o que poderia estar existindo, e que o limitasse daquela maneira; entretanto, se analisarmos o que está por trás da pergunta, associando-a com a revelação de que somos todos “um com Deus”, entenderíamos ser outra a questão ali levantada, ou seja, “qual é o teu impedimento quanto a te proclamares Deus?”

Você, que lê estas linhas, é real, é consciente, é vivo! 

A natureza de Deus é a sua natureza! 

Os conceitos temporais, crenças coletivas sobre seu Ser, que a “mente humana” tenta associar com sua identidade, foram integralmente postos à parte pelas revelações de todos os tempos! “O que é nascido da carne, é carne; o que é nascido do Espírito, é Espírito”. 

Que o está impedindo de se proclamar Deus? Faça a si mesmo esta pergunta! Não force resposta que penda para opiniões do mundo!
“Que me impede de me proclamar Deus?” 

Persista nesta questão, durante a “Prática do Silêncio”, e permaneça atento às próprias revelações!

O Evangelho de Tomé registra: “Senhor, há muitos rodeando a cisterna; porém, nela própria não há ninguém!” 

Sobre este aforismo, Marie S. Watts comenta o seguinte: “De fato, a impressão que temos, é que há muitos que poderíamos chamar de “buscadores superficiais”; mostram-se plenamente satisfeitos apenas rodeando, abraçados ao campo do dualismo. Não parecem desejosos de reconhecer plenamente que “Deus é Tudo, Tudo é Deus”.

Enquanto colocações dualistas marcarem presença em nossa aceitação, deixaremos de “trocar o referencial”, vendo a Existência do ângulo da Verdade! 

Que é visto, a partir do “Referencial da Luz”? A Onipresença! O Infinito iluminado sendo tudo e sendo todos!

Contemple estas Verdades juntamente com a indagação aqui proposta: “Que me impede de me proclamar Deus?”





*GRATIDÃO ETERNA AO MEU AMIGO DÁRCIO

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

A Verdade-2

 




                        – 2 –
Outro aspecto da Verdade é o fato de Ela nunca ter tido começo, mudança ou fim. 

Às vezes, adiamos nossa aceitação da perfeição atual por nos esforçarmos para que algo se torne verdadeiro. 

A Verdade jamais se torna verdadeira. E, também, a falsidade jamais se torna falsa. A Verdade tem sido sempre verdadeira, e a falsidade tem sido sempre falsa, não existente. Isto é assim tão simples! 

O habitar na Onipresença da Perfeição, constitui a própria realização desta Perfeição. É este o modo pelo qual a Verdade verdadeira sobre você se torna evidente como a Verdade que é verdadeira COMO VOCÊ. É desse modo que obtemos a Autopercepção, ou Autoconsciência. 

Existe somente Um Eu, e este Eu único é Deus, o Eu que abrange tudo. Não importa a quantidade numérica de Identidades distintas que este Eu inclui: o fato de que Deus é a totalidade de cada identidade é permanente. Deve ter ficado claro ser impossível que haja algo verdadeiro, ou fato real a seu respeito, e que não esteja incluso na Verdade que Deus é.

Realmente, Deus é Tudo eternamente, e é incondicionalmente perfeito. Um Fato incondicionado é completo como sua própria Verdade. VOCÊ É A VERDADE. O UM ETERNAMENTE PERFEITO, INCONDICIONADO, IDENTIFICADO COMO VOCÊ. Esta declaração é o Ultimato Absoluto da Verdade de sua inteira Existência, inclusive de sua Vida, Mente, Corpo e Ser. Esta Verdade, como você, transcende todo tipo de qualificação, oposição ou condição. Você não é dual; não há dois de “você”. Não existe algo como um Você, que é esta Verdade, ao lado de “outro você” caminhando em direção oposta ao UM PERFEITO, que sempre você tem sido, e que sempre VOCÊ será.

Talvez você pergunte: “E quanto a este corpo? Como poderei conciliar esta Verdade da Perfeição com este corpo sujeito a sofrimento, doença e senilidade?” Não poderá fazê-lo! E não o fará! Jamais conseguirá conciliar a Verdade com a mentira. Todavia, esteja certo do seguinte: você possui um corpo. Não é seu corpo que o está levando a um falso juízo, mas sim o tipo de corpo que você vem encarando, erroneamente, como sendo o seu corpo. Como Você inclui o seu corpo, toda Verdade, ou Fato, descoberto a seu respeito, constitui também a Verdade estabelecida em relação ao seu corpo.

O mundo, assim como aparenta ser, encontra-se permanentemente sofrendo mudanças; Tudo e todos, aparentemente, se encontram numa condição temporária. Uma não existência é supostamente transformada em existência, a Vida; por outro lado, a Existência, ou Vida, é supostamente transformada em não existência, a morte. Até mesmo as substâncias da terra parecem estar constantemente se transformando em algo diferente do que vinham sendo. A falsa evidência consiste de uma constante aceitação de criação, transformação, desenvolvimento, dissolução, deterioração e destruição. No universo da aparência, nada se estabelece como eterno. 

Há uma constante ação de se atingir alguma condição, ou de se conseguir sair dela. Realmente, neste falso conceito de universo, somente uma coisa parece ser permanente: a transformação.

A própria natureza da transformação, nesta visão falsa da Realidade, é prova de não ser ela verdadeira. O motivo é o seguinte: A Verdade não se modifica. Deus é a Verdade, e Deus é eternamente imutável. Algo que possa parecer ter começo, mudança ou fim, não é a Verdade, e, portanto, não é um Fato estabelecido. Nascimento, desenvolvimento, mudança e morte são, todos, aspectos desta ilusória distorção DAQUILO QUE REALMENTE EXISTE.

Repetindo, a Verdade permanece estabelecida assim como Ela é, e sempre tem sido. Você já notou que, quando alguma condição errônea do corpo parece ser curada, o corpo permanece? Tudo que desaparece é o quadro desarmônico. Qual o sentido disto? Somente este: algo na natureza da desarmonia, que se acrescente ou se modifique, é falsidade. Se unicamente conscientizássemos a total importância desta Verdade, estaríamos cônscios da eternidade do Corpo, e também da Mente, da Vida e do Espírito.

Sim, o que é Verdade, o que é Realidade, — e irrealidade alguma existe – é o Fato imutável daquilo que existe. A Verdade nunca começa a ser verdadeira. A Verdade nunca deixa de ser a Verdade. Jamais algo Lhe é acrescentado nem subtraído. A Verdade nunca se coloca numa posição de “se tornar algo”, ou num estado de desaparecimento. Ela é eterna, é Fato imutável, uma Existência eterna.

Com qual Mente você conhece a Verdade? Deus é a Mente única; logo, qual Mente poderia desconhecer a Verdade? Deus, Mente, é eternamente consciente da natureza de Sua Existência como sendo sem começo, sem mudança e sem fim. Você não pode ter nenhuma outra Mente, além da Mente de Deus, pois, não existe nenhuma outra. 

A Mente que está consciente de ser para sempre imutavelmente perfeita, identificada como Você, é a sua Mente. Não há interrupções nem vazios no conhecimento, na percepção consciente desta Mente. Deus, Mente, sendo consciente da Verdade de Sua perfeição eterna, está neste momento identificado como a sua Mente sendo consciente de sua perfeição imutável. Em outras palavras, Você é a CONSCIENTE PERFEIÇÃO ESTANDO CONSCIENTEMENTE PERFEITO.

Esta é a Verdade sobre Você. Esta é a Verdade como Você. E foi o que Jesus quis dizer, quando declarou: “Eu sou a Verdade”. Uma declaração verdadeira da imutável e permanentemente contínua natureza perfeita de todo o seu Ser, e de todo mundo que existe.

De que forma você percebe ser isto verdadeiro a seu respeito? Do seguinte modo: aceite-o; reconheça-o; proclame que sua Identidade é a Verdade. Saiba que a Verdade que o torna livre é a Verdade de que VOCÊ É LIVRE. 

Calmamente, e persistentemente, contemple a Verdade estabelecida de seu Ser. Assim, já agora, estará descobrindo que esta Verdade está estabelecida como o seu Ser. É ESTE O CAMINHO. “TRILHAI-O”.



F I M

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

A Verdade-1

 




Que é a Verdade? Há cerca de dois mil anos, Pôncio Pilatos fez a Jesus esta importante pergunta. Não temos nenhum registro de que Jesus a tenha respondido a Pilatos. Por que não o fez? Provavelmente por saber que a sua resposta não seria compreendida nem seria digna de crédito. E a busca por essa resposta continuou existindo, perdurando até os dias atuais. 

Entretanto, Jesus deu a resposta. Clara e simplesmente ele declarou: “Eu sou a Verdade”. Mas por que ela não foi compreendida? Tão simples! Ele poderia também ter dito a Pilatos: “Você é a Verdade, se ao menos o soubesse”.

Uma percepção clara dos ensinamentos do Mestre nos revela que jamais ele alegava possuir o privilégio ou o direito exclusivo de ser a Verdade. Tampouco limitava esta prerrogativa aos seus discípulos imediatos. 

Em João 14; 12, podemos ler: “Aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas.” 

O certo é que Jesus não falava de si mesmo como pessoa. Pois, já não havia se referido a si próprio como sendo a Vida, a Verdade e o Caminho, mas de forma impessoal? 

Na prece que vamos citar, uma das mais maravilhosas já registradas, encontramos Jesus orando para que todos nós pudéssemos reconhecer a Verdade, o único Deus, como o “Eu” de cada um de nós. 

“Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti, que também eles sejam um em nós, para que eles sejam perfeitos em unidade” (João 17: 21, 22,23). A prova de que esta prece inclui a todos está no seguinte versículo: “E não rogo somente por estes, mas também por aqueles que pela sua palavra hão de crer em mim” (João 17; 20). Isto soa como se Jesus falasse de si mesmo como a Verdade, com a exclusão de todos os demais? Que seria, ou quem seria o “Eu” citado nestas passagens? Quem seria este “Mim”, em quem somos convidados a crer? 

Há somente um “Eu”, o “Eu” existente como a sua “Identidade”, como a minha e como a de todos nós. E é neste “Eu”, neste “Mim”, que somos exortados a acreditar. Sim, amados, somos exortados a aceitar e reconhecer o “Eu” que é a Verdade impessoal, o “Eu” que EU SOU, como a “Identidade” de cada um de nós.

Seguidamente temos tido garantias de que, “se conhecêssemos a Verdade, estaríamos livres”. Porém, de que forma poderíamos conhecer algo, senão pelo discernimento da natureza do objeto de nosso estudo? 

Quando conhecemos algo, um conhecimento realmente efetivo de algo, aquilo permanece conosco para sempre, em e como nossa própria Consciência, ou Mente. E descobrimos que realmente contemos e somos aquilo que conhecemos.

Em outras palavras, é impossível conhecer totalmente a Verdade sem que, antes, conscientizemos que somos a própria Verdade que estivermos conhecendo.

Repetindo a pergunta, QUE É A VERDADE? A Verdade relativa a algo é o fato estabelecido daquilo que constitui a sua existência. O dicionário A define incluindo a seguinte interpretação: “Aquilo que é verdadeiro; um estado real de coisas; fato; realidade”. 

Sim, a Verdade é o Fato daquilo que existe como o Universo, como o Mundo, e como Você e Eu. A Verdade é eterna, sem começo, sem mudança e sem fim. Sendo infinita e eterna, a Verdade é harmoniosa e perfeita para todo o sempre.

A percepção da natureza exata da Verdade é de vital importância para todos nós. Por quê? Porque a Verdade é o Fato estabelecido, a Realidade de tudo que existe. Conhecer a Verdade é estar consciente da Perfeição imutável que constitui a totalidade do Universo, e esta totalidade inclui a mim, a você e a todos. 

Quando conhecermos a Verdade com convicção idêntica àquela que possuímos, de que um mais um é igual a dois, sem maiores esforços, realmente estaremos conhecendo a Verdade. Com frequência vínhamos pensando que conhecíamos a Verdade, quando, o que fazíamos, era nos entregar aos pensamentos de querer algo. Conhecer realmente alguma coisa significa estar consciente de sua existência estabelecida e imutável; incluir em tal grau em nossa Consciência, aquele conhecimento, que permanecêssemos impossibilitados de aceitar que a coisa conhecida fosse diferente daquilo que ela realmente é.

O fato estabelecido, de que um mais um é igual a dois, não inclui nenhuma condição ou Verdade parcial. De igual modo, a Verdade básica de que o todo imutável, eterno e perfeito Deus único abrange a totalidade da existência, jamais poderia incluir uma parcela, uma condição ou uma oposição.

Frequentemente, temos conhecido a Verdade de uma forma que Ela se opusesse a algo, como se existissem certas forças contrárias à Verdade que estávamos a conhecer. 

O caminho das afirmações e negações nos leva a esse engano. Se pudesse haver algo que se contrapusesse à Verdade, isto indicaria que a Verdade não seria o Fato total e completo da Realidade, ou daquilo que possui existência. Uma negação do erro jamais revela a Verdade. Tampouco faz com que a Verdade Se torne mais verdadeira do que Ela já está é, neste exato instante. Nós jamais nos preocupamos com o que não é verdadeiro, pois, trata-se de algo não-existente. Para quê nos atermos àquilo que é nada? Pelo contrário, nós contemplamos o Fato básico da existência: a Totalidade, a Unicidade, a Presença onipresente, onipotente, inabalável e ininterrupta da Perfeição que existe.

Amado leitor, parece-lhe que nos alongamos demais nesta questão da Verdade? Nesse caso, tenha um pouco de paciência, pois, agora irá descobrir que VOCÊ é a própria Verdade que está sendo apresentada aqui, e, é este mesmo Auto-reconhecimento que está agora se passando com VOCÊ.

Talvez esteja pensando: “Mas isso tudo é tão impalpável! Como posso ser eu esta Verdade?” Não se lembra daquilo que estabelecemos logo no início desta mensagem? Que o universo em que você vive, se move e tem o seu ser é o universo real, o único universo? VOCÊ, este você que está existindo aqui e agora, é o VOCÊ real, o único VOCÊ em existência. Deus é a Inteireza, o Todo do Universo; e esta Inteireza, esta Totalidade, inclui VOCÊ. 

Aquilo que for verdadeiro para Deus, como o Universo, é verdadeiro para VOCÊ, pois, VOCÊ se encontra incluso nesta Totalidade ou Unicidade de Deus. O Fato básico, ou a Verdade da PERFEIÇÃO ONIPOTENTE E ONIPRESENTE, É A VERDADE ESTABELECIDA DE SUA PERFEIÇÃO. Pôde, agora, perceber a vital importância de possuirmos um conceito bem definido de TUDO quanto compreenda a Verdade?


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domingo, 11 de janeiro de 2026

“Que Se Faça A Tua Vontade”

 



Quando as pessoas fazem a “Oração do Pai Nosso”, ao dizerem “seja feita a Vossa Vontade, assim na terra como no céu”, isto jamais significa que a Vontade de Deus já não esteja feita. Pelo contrário, é uma rendição do suposto ser humano à Perfeição do Universo divino, um reconhecimento de que “no céu”, esta Vontade divina está consumada e eternizada.

Não há “céu e terra” em lugar algum! 

O “céu” é a Realidade onipresente perpetuamente Se evidenciando! 

A “terra” é o “mundo do pai da mentira”, uma irrealidade de cunho hipnótico que aparenta existir, mas que é “nada”, simples crença falsa.

Quando nos identificamos com “o céu”, a ILUSÃO de existência terrena é dissipada, razão pela qual a oração é afirmativa, positiva e ativa, uma espécie de ordem dirigida à CRENÇA, e não a Deus. 

Não há oração que mude ou influencie Deus! Sempre ela reconhece a perfeição presente no lugar da imperfeição ausente.

A humanidade ficou viciada em “orar” achando que resolveu deixar Deus fazer a vontade d’Ele! Isto precisa ser bem entendido, uma vez que a “rendição da mente humana” é, de fato, um desprezo à ILUSÃO, para que alguém que estiver orando, esteja reconhecendo a supremacia da Vontade de Deus e a manifestação plena e livre de Suas obras, aqui e agora, como Sua Vontade permanente em evidência universal.

“Que se faça a Tua Vontade” é, portanto, a pessoa soltar dos ombros toda a responsabilidade quanto à sua suposta “vida na terra”, para entender que DEUS É DEUS, isto é, que a Vontade de Deus, soberana e única, já está abarcando a própria “vida dela”, que é, na verdade, a VIDA DE DEUS Se manifestando espiritualmente “no céu”, de forma perfeita como a “vida dela”.

Esta percepção iluminada é “perder a vida para achá-la”, citada por Jesus. Ele próprio fazia uso desta oração, dizendo sempre: “Pai, que se faça a Tua Vontade e não a minha”. 

Esta “entrega consciente” reduz a “nada” a ilusória “mente carnal”, e longe de ser “submissão”, é “comunhão”, a percepção de que DEUS É O HOMEM, E QUE A VONTADE DE DEUS É A REAL VONTADE DE TODOS NÓS.

Decorrente desta UNIDADE, é também manifestada a Vontade de Deus “na terra”, isto é, a Verdade percebida se estende como “bens acrescentados” nesta “sombra” de vida humana.






*GRATIDÃO ETERNA AO MEU AMIGO DÁRCIO

sábado, 10 de janeiro de 2026

A “Ilusão” É Inatingível Pela Realidade!

 





A chamada “ilusão” é inatingível por qualquer Realidade, ou seja, não existe nada de Deus tendo acesso a inexistências. 

Quando alguém diz que estuda a Verdade para se livrar da ilusão, apenas atesta uma impossibilidade! DEUS É TUDO! O Eu que somos é o Eu único que há; portanto, acreditar em “outro eu”, em ilusão, e desejoso de dela sair, é imaginar “caminho que leva a nada”.

Quando Jesus disse: “Eu Sou o Caminho”, disse também: “Eu Sou a Verdade e a Vida”. Já sabemos que este “Eu Sou” é impessoal e é o Eu Absoluto que Se expressa como todos nós! Este fato é a “Seiva Eterna” que, além de nutrir a Videira, nutre cada um de seus Ramos. 

A aceitação de que temos possibilidade de “nos iluminar”, sendo substituída pela aceitação de que “é impossível não estarmos iluminados”, desarma a “crença ilusória” e nos faz discernir estarmos “conscientes” de que “ilusão é nada”, ou melhor, que DEUS É TUDO!

Por mais que alguém hipnotizado creia piamente nas sensações ilusórias geradas pela “sugestão hipnótica”, jamais ele terá, realmente, vivenciado quaisquer daquelas sensações! O seu ser não poderia jamais ter atingido a “situação irreal”. Ou então, ela seria real! É nesse sentido que podemos afirmar que a chamada “ilusão” é inatingível por qualquer Realidade “.

Na Parábola do Filho Pródigo, é relatada a saída dele da “casa do pai” para viver de si mesmo, e em “terra distante”; vivendo dissolutamente, afastado, e se vendo posteriormente em péssima situação, decidiu-se pela “volta ao pai”, que o recebeu de braços abertos! Como é a “volta” de cada Filho de Deus ao Pai? É o “conhecimento” de que “jamais dali poderia sair”. Impossível sairmos da Onipresença! Impossível acessarmos “ilusão”! Impossível “voltarmos” para uma posição de que jamais saímos! Por isso, partimos sempre de Deus como totalidade onipresente, e de nós mesmos como a “Presença de Deus” onde estamos.
Contemple estas Verdades como Fatos consumados e permanentes, e a “Luz do Cristo” estará sendo vista como “SUA LUZ”, já colocada bem no alto do alqueire! Jamais saiu dali!





*GRATIDÃO ETERNA AO MEU AMIGO DÁRCIO