Quando o ensinamento absoluto é aceito, automaticamente a Mente divina é entendida como a Mente única de cada um de nós. Não há, em parte alguma do Universo, outra Mente, senão a de Deus. Desse modo, as “contemplações da Verdade” não são para “conscientizarmos” este Fato real e evidenciado, como se houvesse “outra mente” se esforçando nesse sentido. Antes, esta aceitação é feita “com coração de criança”, com natural admissão dessa Verdade, diretamente em Deus, de modo a ser “percebida como já acontecendo”.
“Os olhos com que vemos Deus são os olhos com que Deus nos vê”, registram os “Upanishads” (Escrituras hindus). A esse respeito, Lillian DeWaters faz o seguinte comentário: “Você tem considerado de que modo Deus está nos vendo?
Temos dado muita atenção à maneira com que vemos Deus, mas, você tem parado para contemplar como Deus está vendo você?”
Ela está explicando que somente estaremos vendo as coisas como elas realmente são, vendo-as, e a nós mesmos, com o “Olho de Deus”.
Não podemos levar às contemplações o que sabemos ser ILUSÃO, ou seja, tudo aquilo que a suposta mente humana diz ser ou existir! NÃO EXISTE ESTA MENTE! Levá-la em consideração seria lidar com “coisa nenhuma”! E todos nós, de alguma maneira, já sabemos disso!
Em muitas ocasiões, quando alguém me vinha falar de seus problemas, o seu discurso era paralisado, diante da pergunta que eu lhe fazia: “Você acha que Deus está vendo a situação como você a vê e descreve?”
O assunto era cortado na hora! Por quê? PORQUE HÁ, EM TODOS NÓS, O “OLHO DE DEUS”, CIENTE DA VERDADE E DA PERFEIÇÃO ONIPRESENTE!
Estes princípios precisam predominar em nossas vidas! São a própria Verdade, com a Mente divina sendo percebida como “FATO REAL” no exato lugar em que alguma “MIRAGEM” nos estava aparecendo como “sugestão hipnótica”, ou como ILUSÃO! E toda ILUSÃO não é desfeita só por fingirmos não vê-la! Ela se desfaz quando internamente A VERDADE É RECONHECIDA.
A ilustração do faquir, que se assustou com a cobra, ao sair do banho, e se viu aliviado ao constatar ser ela uma corda enrolada, é exemplo de como se lida com a ilusão. Enquanto a “cobra” estiver sendo aceita como “presente”, a verdade estará aparentemente “ausente”! Tão logo haja a PERCEPÇÃO DA CORDA, A ILUSÃO TERÁ DESAPARECIDO!
Toda ILUSÃO, chamada “Existência terrena”, se esvai quando “contemplamos” a REALIDADE ESPIRITUAL DIVINA COM O “OLHO DE DEUS”! Para isso são feitas as “contemplações da Verdade”, e elas se encerram quando sentimos o “alívio do faquir”, no tocante a alguma ilusória situação, ou seja, quando sentimos o “alívio” vindo “de MIM”, do “DEUS EU SOU”, que todos somos, desfazendo a CRENÇA em “mundo humano” e revelando todos os seus quadros como NADAS!
Nesse sentido, assim Jesus disse: “Vinde a MIM…e EU vos aliviarei”!
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