“Fui buscado dos que não perguntavam por mim; fui achado daqueles que me não buscavam; a um povo que se não chamava do meu nome eu disse: Eis-me aqui.”
Isaías 65, 1
Há passagens da Bíblia em que a Verdade Absoluta, chamada por Paulo de “manjar sólido”, é apresentada sem rodeios. Deus é Onipresente! Não Se revela a homens!
“Fui buscado dos que não perguntavam por mim”, ou seja, quando entramos em prece, conscientes de estarmos, não perguntando por Deus, mas conscientes da Unidade “Pai e Filho”, percebemos que o próprio Deus é a nossa identidade atual e única!
“Fui achado daqueles que me não buscavam”, ou seja, a dualidade “mente que busca” e “mente que encontra” se desfaz numa consciente percepção de que a Luz sempre é realmente Onipresente!
Nesta citação, vemos a palavra “MIM” colocada de modo impessoal, isto é, referindo-se ao Deus impessoal, universal e infinito, e não somente a Jesus.
Imaginemos uma Espiral infinita, chamada “Mim”, contendo tudo e todos que formam este Universo. Na Espiral, Una, a Perfeição está realizada, em Essência e como Expressão. Cada ponto dela é a Espiral, e, por outro lado, a Espiral é formada de todos os seus pontos.
Desse modo, qualquer ponto que, conscientemente, estiver sendo reconhecido como “formador da Espiral”, poderá ser chamado de “Mim”. Nesse caso, “Mim” é a Espiral global e é também “cada ponto”.
Cristo disse: “Ninguém vem ao Pai senão por MIM”, isto é, pela inclusão consciente de sua identidade nesta Espiral da Unidade. Em outras palavras, estava dizendo que cada “ser individual” é ramo de uma Videira única!
“… a um povo que se não chamava do meu nome eu disse: Eis-me aqui”. Esta é a chave da Iluminação espiritual: quando radicalmente deixamos de nos identificar com a natureza humana, com algum “Adão expulso do paraíso”, com alguém que “não se chama do Nome de Deus”, a ilusão de existência humana se dissipa e dizemos, de nós mesmos. “EIS-ME AQUI”. É quando há a descoberta de que DEUS É O CRISTO SENDO VOCÊ!
O “Nome de Deus” passa a ser entendido como o nosso Nome, enquanto “aquele que buscava” desaparece, como névoa dissipada, e “somos achados” onde sempre estivemos: na Realidade divina glorificada, na Unidade, na Verdade.
Esta citação nos serve de inspiração para as “preces absolutas”; de olhos cerrados, entendemos que não iremos “perguntar por Deus”, não iremos “buscar a Deus”, mas, pela nossa identificação com o Seu Nome, diretamente iremos perceber que, assim como disse Cristo Jesus, “Eu e o Pai somos UM”.
O Nome de Deus também já é o Nosso Nome, dizendo: ”EU SOU VOCÊ; EIS-ME AQUI!”
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