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sexta-feira, 15 de agosto de 2025

A Visão, A Vidraça Fosca E O Exterior

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Como sonhos, as imagens “deste mundo” não existem como realidades exteriorizadas. 

Assim como os sonhos não estão acontecendo no quarto de um sonhador, as imagens “deste mundo” não estão acontecendo “lá fora” no mundo. Por esse motivo, a Metafísica diz que “o mundo fenomênico” é um “sonho diurno”, a exemplo de um “sonho noturno”, uma vez que as imagens, vistas nos dois casos nunca se exteriorizam, ou seja, nunca saem do âmbito da suposta “mente humana”.

Caso alguém esteja num recinto, olhando o que se passa fora dele, se uma vidraça de vidro fosco for abaixada, ficando entre a sua visão e o que vinha sendo observado, as imagens, antes vistas com nitidez, se mostrarão embaçadas e sem a mesma qualidade. Houve mudança na visão? Não. Houve mudança no cenário exterior? Também não. 

Houve apenas a inclusão de um “anteparo”, que funcionou como um filtro, distorcendo ou mal interpretando o que antes podia ser observado tal como era.

Por que a “mente humana” é chamada de “a inimizade contra Deus”, e as coisas, “vistas” por ela, foram chamadas por Paulo como coisas vistas através de um “espelho em enigma” ? Porque ela atua como a “vidraça descida”, onde “as imagens ali geradas” não correspondem às “imagens verdadeiras” ali presentes. Desse modo, as “imagens deste mundo” nunca são as reais exteriorizadas, sendo unicamente “imagens sonhos”, que nunca saem do registro mental da pessoa, e que, em vista disso, nunca estiveram sendo “acontecimentos verdadeiros”. 

Se a pessoa passar por uma “regressão de memória”, ela poderá estar vendo aquelas imagens novamente, e unicamente onde sempre elas estiveram aparentemente presentes, ou seja, em sua suposta “mente carnal”.

Também as “miragens”, supostamente vistas por um andarilho alucinado no deserto, igualmente são “imagens não exteriorizadas”, presentes unicamente na mente dele, uma vez que o “lago de um oásis” , visto claramente em sua mente, estaria, externamente, sendo puramente areia. Por esse motivo, na literatura metafísica, sempre as “imagens deste mundo” são comparadas com simples “miragens”.

O estudo absoluto da Verdade é um “treinamento diário” para que “enxerguemos o mundo” SEM NOS PRENDERMOS ÀS IMAGENS MENTIROSAS registradas pela suposta “mente humana”. Algo como se descartássemos quaisquer “vidraças” ou “anteparos”, para CONTEMPLARMOS DIRETAMENTE O UNIVERSO PERFEITO DE DEUS, AQUI PRESENTE, E AVALIADO POR ELE COMO “MUITO BOM”.






*GRATIDÃO ETERNA AO MEU AMIGO DÁRCIO

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