Na passagem bíblica conhecida como “Bodas de Caná”, Jesus era um dos convidados para a festa, regada a vinho, quando Maria veio trazer-lhe a notícia de que “o vinho havia se acabado”.
Disse ela a Jesus: “Não tem vinho!”. Como resposta, ela dele ouviu: “Mulher, que tenho eu a ver contigo? Ainda não é chegada a minha hora” (João, 2: 4).
Em seguida, mandou que enchessem de água as talhas, e levassem ao mestre-sala. Provando a água feita vinho, sem saber a sua origem, disse ao esposo: “Todo homem põe primeiro o vinho bom, mas tu guardaste até agora o bom vinho!”.
Vemos, neste episódio, o contraste entre a “visão humana” e a “visão crística”.
A festa seguia completa, até que a “visão humana”, de Maria, deu informação de haver “carência” à “visão crística”, de Jesus, que lhe disse “nada ter a ver com ela”.
A “visão crística” nada “tem a ver” com “aparências” de carência! Unicamente reconhece o Universo CONSUMADO da Realidade Espiritual, que é substancial – preenchida da Substância divina onipresente e permanente, sem que jamais haja sequer a possibilidade de “faltar algo”.
Diante da “visão absoluta”, que enxerga a Substância incólume subjacente às “aparências” testemunhadas pela “mente carnal”, que são todas ilusórias, as “imagens de carência” são “transformadas” em “imagens já supridas”, ou seja, é feito “na terra” como é “no céu”.
Caso alguém esteja sentindo “falta de vinho” em algum setor de sua vida, isto é, falta de saúde, falta de paz, falta de dinheiro, falta de companhia, etc., deve fazer o quê? Deve dizer à sua Maria (mente carnal): “Nada tenho a ver contigo”!
Em seguida, exatamente onde os sentidos humanos viam “carência”, deve reconhecer ser “chegada a sua hora”, isto é, a “hora de se ver “dotado da Mente de Cristo”, do Sentido espiritual apto a ver o Agora infinitamente Autossuprido.
Assim, o que aparentava ser “imagem com algo faltante” (água em lugar de vinho), se “transforma” em “imagem suprida” (tendo vinho), pela atividade da Mente crística (Oniação), que impõe ali a supremacia da Verdade sobre a ilusão.
Desse modo, a “imagem hipnótica”, antes vinda livremente e sem controle das “crenças coletivas”, a partir do “domínio” da Verdade, aparentemente se refaz em forma de “imagem suprida”, como “reflexo” do Bem permanente reconhecido pela Mente de Cristo, que todos nós temos.
*GRATIDÃO ETERNA AO MEU AMIGO DÁRCIO
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