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sábado, 11 de outubro de 2014

ENVERGANDO A ARMADURA DA UNICIDADE - 1


 

O Deus único é uma das maiores revelações de todo o ensinamento espiritual e, no entanto, mesmo no ponto mais alto desse ensinamento, essa revelação mal é mencionada.
 
Não se trata meramente da afirmação de Deus como UM, trata-se  de uma Revelação.
 
Deus é UM, a Única Presença, o único Poder, Deus é a Vida Única que não precisa ser curada, a Alma Única que não precisa ser purificada.
A Substância Única. A Atividade Única.
 

Sendo Deus a Substância Única, não existe substância má, substância maligna, substância excessiva ou substância escassa.

Por isso, não temos necessidade de palavras, de pensamentos ou de coisas com as quais possamos mudar as substâncias.

Deus é a Atividade Única. Quem temerá a atividade de Deus?

Assim, não temos necessidade de palavras ou pensamentos, nem de armadura para nos defender ou para atacar.

Verdade é que somos tentados a acreditar em outra atividade!
 
Na próxima esquina poderá haver um marginal pronto a assaltar-nos, e a nossa primeira tentação é a de empregar a força física ou o poder mental para dominá-lo.
 
Mas a Verdade Espiritual sustenta: “Ficai em paz. A luta não é a Vossa”. Não há outro Poder senão Deus, não há outra atividade a não ser a de Deus.
 
Portanto, deixemos o homem armado divertir-se com sua arma ridícula, se quiser.

Quando caem as bombas atômicas, todos anseiam por um abrigo, por uma muralha ou defesa mental. Contra o quê? Contra a Atividade de Deus? Mas se não existe outra atividade!
 
Num mundo cristão onde o ensinamento se baseia por inteiro em Deus como  Atividade Única, porque haveria alguém de temer?
 
As bombas, como os micróbios, não passam de outras tentações.

Nós, que pertencemos ao mundo metafísico , não tememos tanto os micróbios quanto os demais, por isso não sofremos tanto por causa deles. Se o contágio e a infecção tivessem algum poder, nós teríamos tanta doenças infectocontagiosas quanto o resto do mundo . Todavia andamos por entre pessoas e nada acontece? Por quê? Porque descobrimos que não existe poder algum no contágio e na infecção. Essas coisas só teriam poder se fossem uma Atividade de Deus. Mas não são: São meras aparências tentando nos induzir a acreditar numa atividade , substância ou presença independente de Deus.
 
Que diferença faz se se trata de um germe infinitesimal ou de uma bomba gigantesca?

Nenhum dos dois tem a capacidade de nos matar!! Só a crença humana lhes dá poder.

Se a nossa vida é ameaçada, rimos disso, porque existe apenas Uma Vida, a Vida de Deus.
 
Só a nossa crença em duas vidas – a de Deus e a nossa – nos sujeita ao medo de perder esta última.
 
Entretanto, no momento em que acabarmos de vez com a ideia de uma vida isolada de Deus, adentraremos a imortalidade e eternidade aqui mesmo na terra.

Quando falamos de Unicidade, estamos falando de Deus como o Poder Único – não um Poder a ser usado contra  o poder maligno ou com o qual superaremos o pecado e a doença, pois nada há lá fora capaz de nos proteger.
 
Em outras palavras ”envergar a armadura da Unicidade” lembra Davi marchando contra Golias sem o sentido mundano da armadura e sem nenhuma das armas do mundo. David provou que Golias não era um poder, mas apenas um fanfarrão.

“Envergar a armadura da Unicidade" significa sair a campo sem a espada da agressão nem a couraça da defesa, sem afirmações nem negações.
 
Com afirmações e negações tentamos debelar o pecado, a enfermidade, a morte, a carência e a limitação. Mas não há realidade nessas condições: elas são simples aparências que nos incitam à guerra .    
 
          
                 JOEL S. GOLDSMITH
 
 

 
 
 
 

 

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