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domingo, 30 de novembro de 2025

Um Sermão Proferido Em Boston-2 (Final)

 



O reino dos céus é o reinado da ciência divina: é um estado mental. Jesus disse que está dentro de vós, e ensinou-nos a orar “Venha o teu reino”; mas ele não nos ensinou a orar pedindo a morte a fim de ganhar o céu. 

Não recorremos à escuridão em busca da luz. A morte jamais pode ser a precursora do despontar da Ciência que revela os fatos espirituais da Vida do homem, aqui e agora.

O fermento que uma mulher tomou e escondeu em três medidas de farinha é a Ciência divina; o Consolador, o Espírito Santo que guia a toda a Verdade; “o cicio tranquilo e suave” que emana Sua presença e poder, expelindo o erro e curando o doente. E a mulher, a ideia espiritual, toma todas as coisas de Deus e as mostra à criatura, até que todo o senso do ser seja levedado pelo Espírito.

As três medidas de farinha bem podem ser comparadas ao senso equivocado de vida, substância e inteligência, o qual diz: sou sustentado pelo pão, matéria, em vez de pela Mente. 

O fermento espiritual da Ciência divina muda esse senso equivocado, proporcionando melhores perspectivas de vida, dizendo: A vida do homem é Deus; e quando isso se manifestar, será a substância das coisas que se esperam”.

A medida da Vida aumentará a cada toque espiritual, assim como o fermento faz crescer a massa do pão. O homem celebrará a festa da Vida, não com o antigo fermento dos escribas e fariseus, nem com o “fermento da maldade e da malícia e sim com os asmos da sinceridade e da verdade”.

Assim se pode ver que a Ciência da cura mental tem de ser compreendida. 

Há falsos cristos que pretendem “enganar, se possível”, estabelecendo a matéria e seus métodos no lugar de Deus, a Mente. Sua suposição é de que existam outras mentes além d’Ele; que uma mente controla outra; que uma crença tome o lugar de outra. Mas esse ismo de hoje nada tem a ver com a Ciência da cura mental que nos faz conhecer a Deus e revela a Mente perfeita, única, e Suas leis.

A tentativa de misturar a matéria e a Mente, de trabalhar com os meios tanto do magnetismo animal quanto do poder divino, é como dizer, literalmente: Porventura em teu nome não expelimos demônios, e não fizemos muitos milagres?

Mas lembrai-vos de Deus em todos os vossos caminhos e encontrareis a verdade que rompe o sonho dos sentidos e permite a entrada da harmonia da Ciência que declara a Ele, trazendo cura, paz e perfeito amor.


(De O Arauto da Christian Science – março 1998)

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